- EUA lançaram ataques contra o Irã pelo segundo dia seguido, às 18h15 de quarta
- Explosões atingiram cidades portuárias iranianas próximas ao Estreito de Ormuz
- Irã ativou defesas aéreas e prometeu resposta dura; afirmou não negociar sob ameaças
- Cessar-fogo firmado em abril entre os dois países está em risco
O Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou novos ataques contra o Irã na tarde desta quarta-feira (10/06), marcando o segundo dia seguido de bombardeios norte-americanos. A ofensiva começou às 18h15 (de Brasília), por ordem do presidente Donald Trump, e mirou alvos em regiões próximas ao Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula parte significativa do petróleo mundial.
Em comunicado, o Centcom afirmou que “As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar ataques adicionais de autodefesa, contra múltiplos alvos no Irã, por ordem do comandante em chefe. Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã.”
Explosões em cidades portuárias
Agências estatais iranianas relataram explosões em Bandar Abbas, Kargan e Sirik, todas cidades com acesso ao mar. Em Isfahan, as defesas aéreas foram ativadas. A Agência Mehr informou ainda que houve combates no mar entre forças iranianas e norte-americanas.
Segundo uma autoridade norte-americana ouvida pelo site Axios, os alvos atingidos incluíam equipamentos de vigilância aérea, sensores de rastreamento e estruturas de controle de drones.
Posição de Teerã
O governo iraniano prometeu uma resposta dura às ações dos EUA. Teerã também alertou que uma eventual escalada do conflito não ficaria restrita ao Oriente Médio. Em nota, o governo afirmou que o país não negocia sob ameaças.
Antes dos ataques desta quarta, Trump havia anunciado que os EUA voltariam a agir ainda naquele dia. O secretário de Guerra, Pete Hegseth, descreveu os bombardeios como fortes e claros.
O cessar-fogo entre Washington e Teerã, firmado em abril, está sob risco diante da escalada das últimas 48 horas.
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