Irã dispara mísseis contra países do Golfo após ataques dos EUA

Jordânia, Kuwait, Omã e Catar foram alvejados neste domingo (12/07); Catar confirmou 3 feridos e interceptação de mísseis

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(Foto: U.S. Central Command/Reuters)

O Irã lançou mísseis contra Jordânia, Kuwait, Omã e Catar neste domingo (12/07), de acordo com a mídia estatal iraniana e com autoridades dos países alvejados. A ofensiva ocorreu um dia depois de os EUA terem destruído 140 alvos militares iranianos, dentro de uma campanha que já acumulava mais de 300 alvos ao longo de três noites, segundo dados divulgados pelo Comando Central das Forças Armadas norte-americanas — que afirmou ter agido “para prejudicar a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e embarcações comerciais que transitam livremente pelo estreito”.

O Catar confirmou que interceptou parte dos mísseis. Três pessoas ficaram feridas por estilhaços, segundo o governo catariano, que condenou os ataques classificando-os como uma “grave escalada que complica os esforços para conter as tensões na região”. A Jordânia reportou a chegada de três mísseis com danos materiais leves e nenhuma vítima, de acordo com a agência de notícias estatal jordaniana.

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A mídia estatal iraniana declarou que o Irã teria destruído um centro de comando e hangares de drones na Jordânia, atingido um radar americano no Kuwait, atacado plataformas de porta-aviões dos EUA em Omã e eliminado, no Catar, tanto uma instalação de comando quanto um centro de manutenção de jatos. Nenhuma dessas afirmações foi verificada de forma independente.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, comentou a situação na rede social X: “O Irã fez uma má escolha. Agora está pagando o preço”.

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Ormuz bloqueado

A mesma instituição informou que disparou tiros de advertência contra embarcações que tentaram usar rotas não autorizadas. Segundo a Guarda, “várias embarcações tentaram seguir uma rota não autorizada e ignoraram nossos avisos e sinais. Uma embarcação que comprometeu a segurança marítima ao desativar seus sistemas foi atingida por tiros de advertência e detida”.

A Guarda Revolucionária acrescentou ainda que “o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até segunda ordem e até a conclusão das operações dos EUA na região. Nenhuma embarcação terá permissão para passar”.

O bloqueio afeta diretamente o comércio marítimo global. O Estreito de Ormuz é o principal corredor de exportação de petróleo do Golfo Pérsico.

O navio GFS Galaxy sofreu um ataque a aproximadamente 17 km a leste da Península de Musandam, de acordo com a UKMTO (agência britânica de segurança marítima). Autoridades omanenses confirmaram o resgate de 23 tripulantes, enquanto um membro da equipe segue desaparecido.

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