Israel bombardeou o Líbano na madrugada desta segunda-feira (02/03), em resposta a um ataque de Hezbollah, que lançou drones e foguetes contra o norte do país vizinho no domingo (1/03). Em resposta, a aviação israelense bombardeou o território libanês, incluindo a capital Beirute, em operações militares que já deixaram 31 mortos e 149 feridos.
O grupo extremista xiita libanês, aliado do regime iraniano, justificou a ofensiva como retaliação à morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, ocorrida no sábado (28/02). Esta foi a primeira operação militar do Hezbollah contra Israel desde o cessar-fogo estabelecido em 2024.
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Caças das Forças de Defesa de Israel (IDF) atingiram alvos nos subúrbios do sul de Beirute durante a madrugada. A região é considerada reduto do Hezbollah, conforme informaram fontes de segurança libanesas à agência Reuters. Tel Aviv afirmou que os bombardeios tiveram como alvo instalações do grupo extremista.
Segundo Israel, os ataques do Hezbollah foram interceptados ou atingiram regiões desabitadas em território israelense. O Hezbollah também apontou como motivação para a ofensiva os bombardeios israelenses que ocorrem frequentemente no sul do Líbano, mesmo após o cessar-fogo acordado entre as partes.
Em comunicado, o Hezbollah declarou: “A liderança da resistência sempre enfatizou que a continuidade dos ataques israelenses e o assassinato de nossos líderes, jovens e povo nos dão o direito de nos defendermos e respondermos no momento e local apropriados”.
Conflito pode durar dias, afirma exército israelense
O chefe do exército israelense afirmou que os combates no Líbano podem durar “muitos” dias. As Forças de Defesa de Israel declararam: “As Forças de Defesa de Israel (IDF) irão operar contra a decisão do Hezbollah de se juntar à campanha e não permitirão que a organização constitua uma ameaça ao Estado de Israel”.
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A presidência do Líbano informou no sábado que foi comunicada pelo embaixador dos EUA de que Israel não intensificaria o conflito contra o Líbano, desde que não haja atos hostis por parte do Líbano.
O ministro da Justiça do Líbano ordenou a prisão dos responsáveis pelo lançamento de foguetes contra Israel, segundo a mídia local. A identidade dos responsáveis não foi divulgada.
Israel e Líbano estabeleceram um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em 2024. O acordo encerrou mais de um ano de combates entre Israel e o Hezbollah. Os ataques israelenses durante esse período enfraqueceram severamente o grupo apoiado pelo Irã. Desde o cessar-fogo, as partes têm trocado acusações sobre violações do acordo.
