Israel mata chefe militar do Hamas em ataque aéreo a Gaza

Izz al-Din al-Haddad comandava operações militares do grupo desde maio de 2025 e sobreviveu a várias tentativas anteriores de assassinato

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Izz al-Din al-Haddad, morto em ataque aéreo de Israel a Gaza. (Foto: Reprodução/ECFR)

Israel confirmou neste sábado (16/05) a morte de Izz al-Din al-Haddad, comandante das Brigadas Al-Qassam, braço armado do Hamas. O líder militar morreu em um ataque aéreo que atingiu um prédio residencial na Cidade de Gaza na sexta-feira (15/05). Sua esposa e uma filha de 19 anos também morreram no bombardeio.

Segundo as Forças Armadas de Israel, a operação foi “um ataque preciso” contra o responsável por planejar operações militares do grupo palestino. Haddad assumiu o comando militar em maio de 2025, após a morte de Mohammad Sinwar.

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Quem era o comandante morto

Haddad, nascido em 1970 e apelidado de Fantasma, era considerado uma das figuras centrais na estrutura de comando do Hamas. Fontes do grupo ouvidas pela Reuters afirmam que ele escapou de múltiplas tentativas de eliminação ao longo dos anos.

O Exército israelense classifica Haddad como um dos comandantes mais antigos do grupo, que existe desde os anos 1980. Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, e o Ministério da Defesa afirmaram que o líder militar “foi responsável pelo assassinato, sequestro e danos causados a milhares de civis e soldados israelenses”.

Segundo Israel, Haddad foi o arquiteto dos ataques realizados em 7 de outubro de 2023, que desencadearam a atual ofensiva militar em Gaza.

Funeral e reação do Hamas

O Hamas confirmou a morte em comunicado oficial. O funeral de Haddad e sua família foi realizado na Mesquita dos Mártires de Al Aqsa, no centro de Gaza.

A morte representa a maior baixa do grupo desde a retomada do cessar-fogo apoiado pelos EUA em outubro. Na prática, isso pode significar mudanças no comando militar do Hamas e na dinâmica do conflito.

Escalada de violência após cessar-fogo

Israel realizou pelo menos dois ataques em Gaza na sexta-feira. Médicos locais relataram sete mortos, incluindo três mulheres e uma criança.

No sábado, novos bombardeios mataram ao menos três pessoas. Dois homens morreram perto do Hospital Al Shifa, e uma pessoa foi morta em Jabalia, segundo autoridades de saúde.

Desde o cessar-fogo de outubro, cerca de 850 palestinos foram mortos em ataques israelenses. No mesmo período, quatro soldados israelenses morreram em confrontos com militantes.

A eliminação de líderes militares do Hamas faz parte da estratégia de Israel para desmantelar a estrutura de comando do grupo. Para os palestinos em Gaza, a intensificação dos ataques significa mais mortes civis e destruição de infraestrutura.

O conflito já dura mais de dois anos desde os ataques que o iniciaram. A morte de Haddad pode alterar a dinâmica das negociações de paz e a capacidade operacional do Hamas.

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