O sepultamento do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, acontece nesta quinta-feira (09/07) em Mashhad, pondo fim a um mistério que intrigou os noticiários internacionais: como seu corpo permaneceu preservado por quatro meses.
Morto em fevereiro, durante o primeiro dia da guerra travada entre o Irã, os Estados Unidos e Israel, o líder máximo iraniano teve o funeral adiado em meio a impasses logísticos e forte esquema de segurança.
Como o corpo foi preservado?
Iman Attarzadeh, porta-voz do comitê organizador, afirmou que os corpos de Khamenei e de seus familiares “foram preservados até agora em conformidade com as normas religiosas e legais”.
O embalsamamento químico é proibido ou fortemente desencorajado pela tradição islâmica. Ao falar com a Fox News, Omar Mohammed — historiador iraquiano e especialista em contraterrorismo — afirmou que a hipótese mais provável é a de que o corpo tenha ficado armazenado em câmara frigorífica até o momento do sepultamento.
Mohammed acrescentou que, em circunstâncias extraordinárias como as de um conflito armado, a própria lei islâmica xiita abre exceções. A jurisprudência autoriza tanto o adiamento do enterro quanto a conservação do corpo por meio de refrigeração para garantir a segurança e a realização das homenagens de Estado.
No mesmo bombardeio que vitimou Khamenei, morreram sua filha, genro, nora e uma neta de apenas 14 meses de vida, segundo a imprensa estatal iraniana. Após o adiamento das cerimônias no início de março, os atos fúnebres só foram anunciados oficialmente no começo de junho. As celebrações, que começaram no último sábado (04/07), reuniram milhões de pessoas antes do sepultamento definitivo.




