Kristi Noem, que comanda o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, vem enfrentando crescente pressão política para deixar o cargo nas últimas semanas. A secretária ganhou o apelido de “Barbie do Ice” em meio a críticas tanto de democratas quanto de republicanos.
A crise se intensificou após uma sequência de mortes provocadas por agentes federais do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega) em Minneapolis, incluindo o cidadão norte-americano Alex Pretti durante um protesto.
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A secretária tentou classificar os casos como terrorismo doméstico. No entanto, essa versão foi contestada por vídeos e autoridades locais, que indicaram que as vítimas não apresentavam ameaça armada ou comportamento violento no momento das ocorrências.
Democratas já formalizaram pedidos de impeachment contra Noem. A senadora democrata Jacky Rosen lidera a mobilização diante do forte desgaste político da secretária.
Republicanos moderados também passaram a defender a renúncia. Parlamentares da base alegam que a gestão de Noem enfraquece a agenda do governo e amplia a crise institucional.
O presidente mantém a secretária no cargo publicamente, mas a isola. Na quinta-feira (29/01), durante uma reunião em Washington, Noem compareceu, mas não foi chamada para falar, diferentemente de outros chefes de departamento presentes, sinalizando desgaste na relação.
Trajetória controversa
Kristi Noem, 54 anos e ex-governadora de Dakota do Sul, assumiu o Departamento de Segurança Interna em janeiro de 2025. Ela é responsável por áreas como imigração, fronteiras e combate ao terrorismo.
O apelido “Barbie do ICE” surgiu devido à exposição das operações. Críticos acusam Noem de glamourizar a atuação da agência com fotos produzidas e aparições constantes ao lado de agentes.
A secretária protagonizou um episódio de risco com arma de fogo no ano passado. Um vídeo mostrou Noem apontando um rifle para a cabeça de um agente, gerando críticas generalizadas sobre despreparo e segurança.
Noem gravou ameaças a imigrantes dentro de uma prisão em El Salvador. Com presos ao fundo, ela declarou: “Se não saírem, nós os caçaremos, os prenderemos e vocês poderão acabar nesta prisão.”
A secretária também gerou polêmica ao defender o uso de hidroxicloroquina durante a pandemia, contrariando estudos científicos que comprovaram a ineficácia do medicamento contra a covid-19.
Em seu livro, Noem relatou ter matado a tiros o cão Cricket, de 14 meses, e um bode, justificando que o cachorro era “intreinável”.
