Gustavo Petro proibiu, neste domingo (12/07), o uso de qualquer instalação militar para a cerimônia de posse do presidente eleito da Colômbia, Abelardo De la Espriella. O anúncio foi feito pelo presidente colombiano via rede social X. A posse está marcada para 07/08.
De la Espriella havia solicitado que a cerimônia fosse realizada em uma instalação militar. Petro recusou o pedido, recordando que a norma colombiana exige que o ato de posse aconteça diante do Congresso, em Bogotá. Em postagem nas redes sociais, Petro destacou que a lei estabelece a sede do Legislativo como local obrigatório para a cerimônia, tal como ocorreu em sua própria investidura e nas que a precederam.
Na prática, o impasse coloca em risco a organização da cerimônia de transmissão do cargo. Petro declarou que os quartéis do Exército e da Polícia permanecem sob seu comando até que o novo presidente tome posse.
Transição suspensa e acusações cruzadas
Na terça-feira (07/07), De la Espriella ordenou a interrupção imediata do processo de transição de governo. Na semana passada, o presidente eleito já havia acusado Petro de tentar dar um golpe de Estado. Em declaração, De la Espriella afirmou que Petro e o senador Cepeda iniciaram um plano para permanecer no poder e pediu às Forças Armadas que não obedecessem a ordens contrárias à Constituição emanadas de Petro.
Petro, por sua vez, diz dispor de evidências de irregularidades no segundo turno das eleições. Até agora, nenhum material probatório foi tornado público. O presidente colombiano também chamou seus seguidores a se reunirem em um ato de manifestação no 20/07, data que coincide com a posse do novo Congresso colombiano.
Lula recebe garantia de Petro
Na quinta-feira (09/07), Luiz Inácio Lula da Silva manteve uma conversa telefônica com Petro. De acordo com nota divulgada pelo Governo do Brasil, Petro garantiu ao mandatário brasileiro que fará uma transferência pacífica do poder. O documento acrescentou que Petro reiterou seu compromisso com a democracia e com uma transição tranquila no país.
Conforme indicado pelo próprio Petro, segundo o Governo do Brasil, ele deixará o cargo no dia 06/08, um dia antes da posse prevista de De la Espriella.




