Príncipe Harry virou alvo por enfrentar tabloides britânicos, diz advogado

Membro da família real britânica processou editora do jornal Daily Mail

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Hannah McKay/Reuters)

O príncipe Harry sofreu uma campanha contínua de ataques por enfrentar o poderoso Daily Mail, do Reino Unido, diante da intrusão em sua vida privada, disse seu advogado a um tribunal nesta terça-feira (20/01), onde corre processo dele e de outras pessoas contra a editora do jornal.

O Duque de Sussex, de 41 anos, e seis outros requerentes, incluindo o cantor Elton John, estão processando a Associated Newspapers, editora do Mail, no Tribunal Superior, por violações de sua privacidade durante mais de duas décadas, desde o início dos anos 1990.

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Dentre as acusações estão a invasão de mensagens de correio de voz, grampos em telefones fixos e obtenção de informações privadas por meio de fraude, conhecida como “blagging”, quando uma pessoa finge ser outra para ter acesso a informações sigilosas.

Para a Associated, as alegações são calúnias. A editora afirma que seus jornalistas tinham fontes legítimas de informação, inclusive nos círculos sociais fofoqueiros das celebridades.

O advogado de Harry, David Sherborne, disse que “ninguém vendeu mais exemplares” para os tabloides britânicos do que Harry, observando o enorme interesse da imprensa pela realeza, especialmente as matérias exclusivas sobre a vida particular do príncipe.

As matérias se concentraram “de forma altamente intrusiva e prejudicial nos relacionamentos que ele manteve, ou melhor, tentou manter, durante os anos anteriores ao encontro com sua atual esposa Meghan, a Duquesa de Sussex”, acrescentou Sherborne.

Quatorze artigos em questão incluíam histórias de que Harry seria convidado a ser padrinho do filho de sua antiga babá, detalhes sobre planos de viagem e informações pessoais íntimas envolvendo sua ex-namorada Chelsy Davy, disse Sherborne.

Isso causou “angústia e paranoia”, afirmou o advogado.

“Considerando o que vimos, é de se admirar que ele se sinta assim ou, como ele explica, que sinta que sofreu uma campanha contínua de ataques por ter tido a ousadia de enfrentar a Associated?”, questionou Sherborne.

Harry pode começar a prestar depoimento na quarta-feira, mais cedo do que o previsto, já que as apresentações iniciais correram mais rápido do que o esperado. Ele se tornou o primeiro membro da realeza britânica a ser testemunha em 130 anos, no processo de 2023 contra outro grupo de tabloides.

Seu último caso é parte de uma cruzada muito pessoal para o príncipe, que, quando menino, perdeu a mãe, Diana, em um acidente de carro em 1997, enquanto evitava ser seguida por paparazzi.

Hábitos festivos, namoradas antes do casamento, relações familiares conflituosas e sua ida para os Estados Unidos têm sido assuntos recorrentes na mídia britânica.

A Associated afirma que as histórias sobre Harry foram originadas de contatos, assessores de imprensa ou outras fontes legítimas.

“A Associated apresentou uma explicação, por meio de uma longa série de testemunhas, sobre a origem das informações usadas por seus jornalistas nas mais de 50 matérias que os autores alegam ter sido produzidas por meio de coleta ilegal de dados”, disse ao tribunal o advogado da empresa, Antony White, prometendo “um relato convincente de obtenção lícita de informações”.

Além de Harry, Elton John e os outros requerentes – o marido de John, David Furnish, os atores Liz Hurley e Sadie Frost, a ativista antirracismo Doreen Lawrence e o ex-parlamentar Simon Hughes – também vão prestar depoimento durante nove semanas.

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Ao detalhar o caso de John, Sherborne disse que, para escrever um artigo em 2010 sobre o filho do cantor por meio de barriga de aluguel nos EUA, o Mail obteve uma cópia da certidão de nascimento do filho antes mesmo dele e de seu marido.

A Associated nega que a informação tenha sido obtida de forma ilegal.

Por Reuters

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