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Protestos no Irã: Marco Rubio e Netanyahu discutiram intervenção, diz Reuters

Hipótese de intervenção ocorre em um momento em que os protestos contra o regime iraniano se intensificam e ganham contornos mais violentos

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, discutiu com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a possibilidade de uma intervenção no Irã durante, conversa telefônica realizada no sábado (10/01). 

A informação foi revelada pela agência Reuters, neste domingo (11/01), em um momento em que os protestos contra o regime iraniano se intensificam e ganham contornos mais violentos. Até o momento, foram confirmadas ao menos 538 mortes no país, segundo a agência Reuters.

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Israel mantém-se em estado de alerta máximo diante da possibilidade de qualquer ação americana em território iraniano, segundo três fontes israelenses confirmaram à Reuters. A discussão entre os representantes de Washington e Tel Aviv ocorre enquanto as manifestações contra o governo do Irã se expandem.

Os protestos tiveram início nos últimos dias de 2025 e têm aumentado em proporção e violência. O presidente Donald Trump manifestou apoio aos manifestantes, afirmando que o povo iraniano está “buscando a liberdade” e que os Estados Unidos estão “prontos para ajudar”.

Cresce confronto no Irã

O chefe da polícia iraniana reconheceu que “o nível de confronto contra os manifestantes se intensificou”, enquanto o governo acusa potências estrangeiras de interferência nos protestos que se espalharam por diversas regiões do país.

As manifestações atuais representam o maior movimento de contestação ao regime desde os protestos de 2022, após a morte de Mahsa Amini, detida pela polícia moral iraniana por, supostamente, violar o código de vestimenta feminino.

Regime fala em “vândalos” e “sabotadores”

Em pronunciamento na sexta-feira (9), o líder supremo do país, Ali Khamenei, descreveu os manifestantes como “vândalos” e “sabotadores”. O presidente Masoud Pezeshkian, por sua vez, pediu que a população se mantenha afastada do que chamou de “terroristas e badernistas” que tentam “semear caos e desordem”.

Ali Larijani, conselheiro do aiatolá e chefe da principal agência de segurança do Estado, declarou que o Irã está “em plena guerra” e que alguns “incidentes” foram “orquestrados no exterior”. A Guarda Revolucionária do Irã, força militar dedicada à defesa do regime, afirmou que a proteção da segurança nacional é um ponto inegociável.

Resposta a Trump

Em resposta às declarações de Trump, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, advertiu: “Sejamos claros: em caso de ataque ao Irã, os territórios ocupados [Israel], assim como todas as bases e navios dos EUA, serão nossos alvos legítimos”.

Leia mais: Protestos contra o ICE se espalham por seis estados após morte de cidadã nos EUA

Enquanto Pezeshkian declarou que o governo está disposto a “ouvir seu povo” e determinado a resolver questões econômicas, Khamenei afirmou que seu governo “não vai recuar” diante dos protestos. 

Não há informações precisas sobre o número de pessoas detidas durante os protestos nem sobre quais medidas específicas o governo iraniano pretende adotar para conter as manifestações nos próximos dias.

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