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Quem é Nicolás Maduro, presidente da Venezuela capturado pelos Estados Unidos?

Confira uma breve biografia do líder deposto da Venezuela após captura pelas forças norte-americanas

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela e ex-motorista de ônibus, foi capturado pelos Estados Unidos em operação militar realizada na madrugada deste sábado (3/1) em Caracas. O líder venezuelano, nascido em 23 de novembro de 1962, tem uma trajetória que vai desde o sindicalismo até a presidência do país sul-americano, onde governou com métodos considerados autoritários.

A ação americana resultou também na captura de Cilia Flores, esposa de Maduro, após bombardeios que duraram aproximadamente 30 minutos e atingiram bases militares e instalações aéreas na capital venezuelana. A operação foi executada pela Delta Force, unidade de elite do Exército dos EUA, com apoio naval e aéreo.

Donald Trump, presidente americano, confirmou que a captura ocorreu em coordenação com autoridades de aplicação da lei dos Estados Unidos.

Das ruas de Caracas ao poder

Maduro cresceu em uma família de classe trabalhadora na capital venezuelana. Antes de ingressar na política, trabalhou como motorista no sistema de transporte público de Caracas, experiência que posteriormente incorporou à sua narrativa política.

Na década de 1980, ele iniciou sua carreira sindical representando trabalhadores do metrô de Caracas. Durante esse período, participou de treinamento ideológico em Cuba, experiência que influenciou sua visão política e contribuiu para formar as bases do que mais tarde se tornaria o movimento chavista na Venezuela.

O ativismo de Maduro ganhou destaque nacional em 1992, quando manifestou apoio a Hugo Chávez durante sua tentativa de golpe. Ao defender a libertação do então detido líder militar, Maduro consolidou-se como figura leal dentro do Movimento Bolivariano Revolucionário, estabelecendo as fundações para sua futura ascensão política.

Da Assembleia Nacional à presidência

A carreira política formal de Maduro começou em 2000, quando conquistou uma cadeira como deputado na Assembleia Nacional venezuelana. Sua rápida ascensão o levou à presidência da casa legislativa, demonstrando sua crescente influência no cenário político do país.

Em 2006, Chávez nomeou Maduro como ministro das Relações Exteriores da Venezuela, posição que ocupou por seis anos. Nesta função, atuou como principal representante diplomático do governo venezuelano até 2012, quando foi designado vice-presidente, consolidando sua posição como braço direito do líder venezuelano.

Após o falecimento de Chávez em março de 2013, Maduro assumiu interinamente a presidência da Venezuela. No mês seguinte, venceu as eleições presidenciais, dando continuidade ao chavismo como ideologia oficial do governo, embora enfrentando crescentes desafios econômicos e sociais em seu país.

Governo contestado e crise econômica

Durante a administração de Maduro, a Venezuela enfrentou severa recessão econômica, caracterizada por hiperinflação, escassez generalizada de produtos básicos e êxodo em massa da população. Além das dificuldades econômicas, seu mandato foi marcado por denúncias de práticas autoritárias e violações de direitos humanos, com muitos afirmando que seu governo era, de fato, uma ditadura.

Em 2018, Maduro foi reeleito em um processo eleitoral amplamente questionado pela comunidade internacional. Em 2024, assumiu novamente o poder em circunstâncias consideradas ainda menos legítimas por observadores internacionais. Ao longo desses anos, seu governo enfrentou sanções impostas pelos Estados Unidos e outros países ocidentais.

Acusações de narcotráfico

Diversos governos ocidentais acusam Maduro de transformar a Venezuela em um “narco-estado”, permitindo que organizações criminosas como o Cartel de Los Soles operassem livremente no território venezuelano, principalmente envolvidas no tráfico internacional de drogas.

Em março de 2020, autoridades dos EUA indiciaram Maduro por conspiração de narcoterrorismo no Distrito Sul de Nova York. Conforme informações oficiais americanas, o presidente venezuelano será julgado em território dos Estados Unidos pelos crimes listados na acusação formal apresentada em 2020.

Repercussões da captura

O governo da Venezuela reagiu à operação militar com forte repúdio, declarando estado de emergência nacional. As autoridades venezuelanas convocaram a população para protestos e exigiram provas de vida dos detidos, expressando preocupação com a situação de Maduro e sua esposa.

No âmbito internacional, a Rússia classificou o ataque como um ato de agressão armada e solicitou uma reunião urgente no Conselho de Segurança da ONU. O presidente Trump prometeu realizar uma coletiva de imprensa para detalhar a operação, que classificou como “brilhante”, enfatizando o caráter soberano da ação americana.

A captura de Maduro representa um acontecimento sem precedentes na América Latina, com um governo sendo removido por intervenção militar estrangeira. O episódio evidencia as tensões entre Washington e Caracas, intensificadas pelas acusações de narcotráfico e pela postura do governo venezuelano.

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