O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o Chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, anunciaram nesta sexta-feira (13/03) que as forças americanas realizarão a maior ofensiva aérea contra o Irã desde o início das hostilidades.
Em entrevista coletiva no Pentágono, Hegseth afirmou que a destruição das capacidades militares iranianas atingiu níveis sem precedentes, enquanto Washington busca retomar o controle de rotas marítimas vitais.
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Segundo Hegseth, as forças conjuntas dos EUA e de Israel já atingiram mais de 15 mil alvos em território iraniano, um número significativamente superior aos dados anteriormente divulgados pelo governo. O Secretário descreveu o atual estágio das forças iranianas como de “desespero total”, afirmando que o poderio militar de Teerã foi rapidamente neutralizado.
“Nunca antes uma força militar moderna e capaz, como a que o Irã costumava ter, foi destruída e tornada ineficaz para o combate de forma tão célere”, declarou o secretário. O general Caine reforçou a retórica, prevendo que esta sexta-feira registrará o maior volume de “fogo cinético” em toda a área de operações até o momento.
Apesar do otimismo quanto à destruição da infraestrutura inimiga, a reabertura do Estreito de Ormuz permanece um desafio logístico e estratégico. O Irã bloqueou a via — por onde passa grande parte do petróleo mundial — e, embora Hegseth tenha admitido que “não há evidências claras” de que minas tenham sido efetivamente lançadas, o general Caine confirmou que a inteligência americana trabalha com essa hipótese.
Hegseth garantiu que os EUA têm planos para reabrir o canal, mas evitou fornecer cronogramas ou detalhes operacionais. “Escolhemos como um de nossos objetivos primários a destruição da Marinha deles por uma razão”, pontuou. “Não vamos permitir que aquele estreito continue sendo contestado.”
Investigação de Ataque a Escola Primária
Em um momento de forte pressão internacional, Hegseth anunciou a nomeação de um oficial general, externo ao Comando Central (CENTCOM), para investigar o bombardeio a uma escola primária iraniana. Autoridades de Teerã relatam pelo menos 175 mortos, em sua maioria crianças. O anúncio ocorre após o jornal americano “The New York Times” revelar que investigações militares preliminares já apontam a responsabilidade direta dos Estados Unidos pelo incidente.
Internamente, a estratégia de Washington permanece sob o comando direto do presidente Donald Trump, a quem Hegseth atribui a palavra final sobre o “ritmo e o tempo do conflito”. No entanto, o tom na capital americana oscila entre a promessa de um fim rápido das hostilidades e a preparação para uma guerra de desgaste que pode durar semanas.
Na mesma entrevista coletiva, o secretário disse que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está ferido e provavelmente desfigurado.




