A Justiça dos Estados Unidos denunciou Cole Tomas Allen, de 31 anos, por tentativa de assassinato do presidente Donald Trump. O professor invadiu um evento anual de correspondentes da Casa Branca com o presidente no sábado (25/04). A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (27/04) em tribunal de Washington e a pena pode ser de prisão perpétua a Allen.
Allen compareceu à primeira audiência judicial nesta segunda-feira. O juiz determinou a custódia temporária do acusado e marcou nova audiência para quinta-feira (30/04).
Documentos judiciais mostram que Allen foi denunciado por três crimes. A procuradora-geral de Columbia, Jeanine Pirro, informou que o acusado responderá por porte de arma de fogo e agressão com arma perigosa contra um agente federal.
Uma das promotoras do caso afirmou que Allen viajou até Washington portando uma espingarda, uma pistola e três facas. O objetivo era realizar um “assassinato político”, segundo informações divulgadas pelo jornal The New York Times.
Allen não apresentou declaração de culpa ou inocência durante a audiência. O acusado respondeu a perguntas do juiz e permaneceu aparentemente calmo, conforme relatou a imprensa americana. Promotores pediram a prisão preventiva. Outros crimes podem ser adicionados ao processo.
O jantar anual em que o presidente dos EUA se reúne com correspondentes que cobrem a Casa Branca ocorria na noite de sábado (25/04) em um hotel em Washington. O evento foi interrompido após tiros serem ouvidos.
Allen disparou contra um agente do Serviço Secreto. O agente usava colete à prova de balas e não foi atingido. Trump foi retirado às pressas. O autor dos disparos foi detido por agentes do Serviço Secreto.
Jornalistas e autoridades do alto escalão do governo Trump que estavam no local se agacharam. Trump, a primeira-dama Melania Trump e o vice-presidente JD Vance estavam em uma mesa no palco do salão. Os três foram retirados do local. Os jornalistas permaneceram no salão para checagens de agentes do Serviço Secreto.
A polícia ainda investigava, nesta segunda-feira, a motivação do crime. A investigação se baseia em imagens e anotações do suspeito. Allen não possui antecedentes criminais.
Jornalistas relataram que o esquema de segurança para entrada no evento não foi rigoroso. Há possibilidade de que o caso seja analisado por outras instâncias da Justiça dos Estados Unidos.
Leia mais: EUA são “humilhados” pelo Irã em negociações, afirma chanceler alemão Merz




