Número de mortos na Venezuela sobe para 2.595 e Delcy garante: “Ninguém vai para vala comum”

Ao menos 12,4 mil pessoas estão feridas e o número de desaparecidos pode chegar a 50 mil, conforme estimativa das Nações Unidas

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Uma imagem é projetada na estátua do Cristo Redentor em homenagem às vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

O número de mortos depois dos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 2.595, segundo balanço divulgado pela presidente interina Delcy Rodríguez na noite de quinta-feira (02/07).

Ao menos 12,4 mil pessoas estão feridas e o número de desaparecidos pode chegar a 50 mil, conforme estimativa das Nações Unidas.

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A destruição foi ampla. Cerca de 200 prédios desabaram por completo, de acordo com o governo venezuelano. A Nasa estima que até 58 mil edificações foram afetadas pelos tremores, um número bem maior do que o registrado oficialmente.

Resposta do governo

A presidente interina rebateu também as críticas de que o governo venezuelano não foi rápido e eficiente o suficiente para combater a crise: “Nas primeiras 24 horas, chegamos a 4 mil funcionários, e, 48 horas depois, havia 11 mil funcionários. Neste momento, já há 19 mil”, destacou Rodríguez. O governo enviou militares e policiais para as áreas atingidas, e no momento do anúncio, em 2 de julho, 19 mil agentes estavam em operação.

A presidente interina afirmou que é possível contar as horas entre os tremores e o momento em que o envio de pessoal foi ordenado, ressaltando a rapidez da resposta.

Identificação das vítimas

“Desde o início, eu disse: ninguém vai para vala comum”, declarou Rodríguez. A identificação será feita por impressão digital — “A primeira coisa é o reconhecimento por impressão digital”, afirmou a presidente —, por fotografia ou, quando nenhuma dessas opções for possível, pela arcada dentária: “nos casos em que isso não foi possível, recorremos à arcada dentária forense”.

Os tremores provocaram estragos em larga escala tanto no estado de La Guaira quanto em Caracas. A dimensão do desastre situa a Venezuela frente a um dos mais graves desafios humanitários de sua história recente.

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