Suprema Corte mantém condenação de Trump por agressão sexual

Corte recusou analisar recurso do presidente e confirmou veredito de 2023; Trump prometeu nova tentativa de reverter as duas condenações

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O presidente dos EUA, Donald Trump (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, nesta segunda-feira (29/6), o recurso apresentado por Donald Trump, mantendo sua condenação por agressão sexual e difamação. A vítima é E. Jean Carroll, jornalista e escritora que obteve o veredito favorável em 2023, posteriormente confirmado por um tribunal federal de apelações.

Trump foi condenado a pagar US$ 5 milhões, cerca de R$ 26 milhões, por agressão sexual e difamação. Em um segundo processo, referente a declarações feitas em 2019, um tribunal federal o condenou a indenizar Carroll em US$ 83,3 milhões, o equivalente a cerca de R$ 432,2 milhões. O presidente prometeu recorrer à Suprema Corte contra as duas condenações.

O caso Carroll

Carroll relata que Trump a agrediu sexualmente num provador de roupas em Nova Iorque durante os anos 1990. Embora Trump tenha sido absolvido da acusação específica de estupro, o júri o considerou responsável tanto pela agressão sexual quanto pela difamação cometida ao negar publicamente os fatos narrados pela escritora.

Carroll é ex-colunista da revista Elle e tem 82 anos.

Investigação sobre perjúrio

Ao mesmo tempo em que a Suprema Corte fechou a porta ao recurso de Trump, Carroll passou a enfrentar uma investigação federal. O Departamento de Justiça anunciou, em maio deste ano, que apura se ela cometeu perjúrio ao prestar depoimento. O resultado dessa apuração ainda não foi divulgado.

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