Donald Trump, presidente dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, afirmou no sábado (28/02) que sua administração já escolheu um nome para assumir a liderança do Irã. A declaração ocorreu após operação militar conjunta entre EUA e Israel que matou o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano. Trump concedeu entrevista à rede ABC News no mesmo dia.
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O presidente norte-americano declarou à emissora: “Já temos uma ideia muito clara”. Trump afirmou ter um “belo plano” para o futuro do país, sem revelar detalhes. A Casa Branca não divulgou a identidade do candidato escolhido.
No sábado (28/02), Trump direcionou mensagem à população iraniana. O presidente orientou os cidadãos a aproveitarem a situação criada pela intervenção militar para derrubar o regime dos aiatolás.
Trump declarou aos iranianos: “Ele [o governo] estará ao seu alcance. Essa pode ser sua única chance por gerações”. O presidente acrescentou: “A América está ao lado de vocês com força esmagadora e poder devastador. Agora é o momento de assumir o controle do seu destino e liberar o futuro próspero e glorioso que está ao seu alcance. Esse é o momento de agir, não o deixem passar”.
Reza Pahlavi surge como um dos nomes cotados para assumir a liderança iraniana. Filho do último xá do Irã, Pahlavi representa um dos principais nomes da oposição ao regime atual. Ele vive nos Estados Unidos desde a Revolução Islâmica de 1979, que derrubou o governo de seu pai.
No sábado (28/02), Pahlavi divulgou texto manifestando apoio à operação militar. Ele convocou a população iraniana a ir às ruas contra o governo após o término do ataque.
Pahlavi publicou em seu perfil no X: “Peço que permaneçam em suas casas por enquanto e preservem sua segurança. Mantenham-se vigilantes e preparados para que, no momento oportuno — que eu lhes anunciarei com precisão —, possam retornar às ruas para a ação final”. O príncipe herdeiro também escreveu: “A hora da sua liberdade está próxima” e “Estamos perto da vitória final”.
Khamenei tinha 86 anos. O aiatolá ocupava o posto de líder supremo desde 1989. Ele nasceu em 1939 na cidade de Mashhad. Khamenei participou ativamente da Revolução Islâmica de 1979.
O líder supremo do Irã exercia as funções de chefe de Estado e comandante-em-chefe das Forças Armadas. Khamenei detinha a palavra final sobre decisões estratégicas do país. O cargo representa a autoridade máxima do sistema político iraniano, concentrando poder religioso e político.
Khamenei tornou-se aliado próximo do aiatolá Ruhollah Khomeini. Após a morte de Khomeini, a Assembleia dos Peritos o escolheu para assumir o posto máximo da República Islâmica. Inicialmente, ele não possuía o grau religioso exigido pela Constituição, que foi posteriormente alterada.
Durante seu período no poder, Khamenei consolidou controle sobre as instituições iranianas. Ele fortaleceu a Guarda Revolucionária e adotou uma política externa marcada pelo apoio a grupos armados. O governo enfrentou sucessivas ondas de protestos internos, reprimidas com rigor. Khamenei manteve postura hostil em relação a Israel e aos Estados Unidos.
