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Trump pede expulsão de Omar e Tlaib após confronto em discurso

Declaração do presidente Donald Trump ocorre após troca de acusações no discurso sobre o Estado da União; deputadas Ilhan Omar e Rashida Tlaib reagem e aliados classificam fala como xenófoba

Por Redação TMC | Atualizado em
Donald Trump discursa ao microfone na Casa Branca
Câmera Fotográfica Donald Trump comenta conflito contra o Irã. (Foto: Kevin Lamarque/Reuters)

O presidente Donald Trump disse nesta quarta-feira (25/02) que as deputadas democratas muçulmanas Ilhan Omar e Rashida Tlaib deveriam ser “internadas” e enviadas de volta para “onde vieram”, um dia depois de terem uma discussão acalorada com ele durante seu discurso sobre o Estado da União.

Durante o discurso de Trump na terça-feira (24/02), Tlaib, palestina-americana, e Omar, somali-americana, criticaram Trump enquanto ele elogiava a política de imigração linha-dura de seu governo e suas ações de fiscalização da imigração.

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Tanto Omar quanto Tlaib gritaram “você está matando americanos” para Trump durante seu discurso, com Omar também chamando-o de “mentiroso”.

Em uma postagem no Truth Social na quarta-feira, Trump disse que as duas deputadas “tinham os olhos salientes e vermelhos de pessoas loucas, lunáticas, mentalmente perturbadas e doentes” e afirmou que “parecem que deveriam ser internadas”.

“Devemos mandá-las de volta para onde vieram — o mais rápido possível”, acrescentou Trump. Tanto Omar quanto Tlaib são cidadãs norte-americanas.

O líder da minoria na Câmara dos Deputados dos EUA, Hakeem Jeffries, classificou a retórica de Trump contra Tlaib e Omar como “xenófoba” e “vergonhosa”. Tlaib disse no X que os comentários de Trump mostravam que “ele está perdendo o controle”.

O grupo de defesa dos muçulmanos Conselho de Relações Americano-Islâmicas também afirmou que os comentários de Trump foram racistas.

“É racista e intolerante dizer que duas parlamentares muçulmanas dos EUA devem ser enviadas para o país onde nasceram ou de onde vieram seus ancestrais”, disse o vice-diretor nacional do grupo, Edward Ahmed Mitchell, ao criticar as declarações do presidente.

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou na semana passada que membros da mídia “difamaram” o presidente ao chamá-lo de racista.

As ações de Trump em relação à imigração também vêm sendo criticadas, especialmente após dois tiroteios fatais em janeiro contra cidadãos norte-americanos por agentes federais em Minnesota. Pelo menos oito pessoas morreram em centros de detenção da ICE desde o início de 2026, após 31 mortes registradas no ano passado.

Durante seu discurso na terça-feira, Trump voltou a acusar comunidades somalis nos EUA de envolvimento em fraudes e afirmou que “piratas somalis” teriam saqueado Minnesota. Seu governo enviou agentes federais de imigração armados ao estado com base nessas alegações.

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Trump afirmou que as medidas têm o objetivo de combater fraudes e reforçar a segurança interna.

grupos de direitos humanos dizem que a repressão criou um ambiente de medo e acusam Trump de usar casos isolados de fraude como justificativa para perseguir imigrantes. Também questionam a capacidade do presidente de combater fraudes, citando perdões concedidos por ele a pessoas condenadas por esse tipo de crime no passado.

Trump ainda voltou a ser alvo de críticas recentemente depois que sua conta nas redes sociais publicou um vídeo com uma representação considerada racista do ex-presidente Barack Obama e de Michelle Obama.

  • Por Reuters
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