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UE marca reunião de emergência após Trump usar tarifa para pressionar por compra da Groenlândia

Medida afeta oito nações, incluindo Dinamarca, Alemanha e França, gerando reunião de emergência da União Europeia para discutir resposta às pressões americanas

Donald Trump anunciou a aplicação de tarifas de 10% contra oito países europeus como estratégia para forçar a aquisição da Groenlândia, território ártico pertencente à Dinamarca. O presidente dos Estados Unidos fez o anúncio no sábado (17/1) e advertiu que as sobretaxas aumentarão para 25% a partir de junho caso não haja acordo para a venda do território.

A União Europeia convocou uma reunião de emergência para este domingo (18/1) com embaixadores dos 27 países-membros do bloco. Segundo informações do UOL, o encontro acontecerá às 17h no horário local (12h em Brasília), no Chipre, atual detentor da presidência temporária da UE.

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Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia foram os alvos escolhidos para as medidas econômicas punitivas. A pressão pela aquisição da Groenlândia tem sido constante desde que Trump assumiu seu segundo mandato, há um ano.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho da UE, António Costa, manifestaram preocupação em publicação na rede social X. “Tarifas prejudicariam as relações transatlânticas e poderiam desencadear uma perigosa escalada negativa. A Europa permanecerá unida, coordenada e comprometida em defender sua soberania”, afirmaram.

Trump considera a Groenlândia essencial para a implementação do Domo de Ouro, um sistema antimísseis que planeja construir para proteger os Estados Unidos. A ilha está localizada estrategicamente entre os EUA e a Rússia, sendo considerada área de grande importância para a segurança do Ártico.

Em resposta às ameaças americanas, seis países europeus enviaram tropas militares para a Groenlândia na última quinta-feira (15/1). Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Países Baixos e Suécia atenderam ao pedido da Dinamarca para avaliar possíveis contribuições militares e reforçar a segurança na região.

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, alertou sobre os riscos das divisões entre aliados ocidentais. “A China e a Rússia devem estar se divertindo muito. São elas que se beneficiam das divisões entre os aliados”, afirmou Kallas. Ela também destacou que “As tarifas podem empobrecer a Europa e os Estados Unidos e prejudicar nossa prosperidade compartilhada. Se a segurança da Groenlândia estiver em risco, podemos resolver isso dentro da OTAN”.

No início desta semana, Trump ridicularizou as capacidades defensivas da Groenlândia e reafirmou sua determinação. “Se não tomarmos a Groenlândia, a Rússia ou a China o farão, e não vou deixar isso acontecer. Eu gostaria de fazer um acordo com eles, é mais fácil. Mas a teremos de um jeito ou de outro.” “A Groenlândia deveria fazer um acordo [com os EUA], porque eles não querem ver a Rússia ou a China dominar. (…) E sabe qual a defesa da Groenlândia? Basicamente dois trenós puxados por cachorros”, declarou o presidente americano.

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