O corpo do cineasta Luiz Carlos Barreto, o “Barretão”, foi velado na manhã desta quinta-feira (23), no Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. A cerimônia, aberta ao público, começou às 11h e reuniu familiares, amigos e artistas como Betty Faria, Chico Diaz e Otávio Muller.
Uma missa foi celebrada pelo padre Ricardo, escolhido pela família. Após o velório, o corpo foi levado, sob escolta da Guarda Municipal, para o Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, onde foi cremado em uma cerimônia restrita aos familiares.
Luiz Carlos Barreto morreu na última quarta-feira (22), aos 98 anos. Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul, com um quadro de infecção pulmonar. Segundo a família, a saúde do cineasta estava debilitada desde 2024, após uma queda durante uma viagem ao Ceará.
Conhecido como “Barretão”, Luiz Carlos Barreto foi produtor, diretor, roteirista e fotógrafo e é considerado um dos maiores nomes da história do cinema brasileiro. Com uma carreira de mais de 60 anos e participação em mais de 100 produções, foi um dos fundadores do Cinema Novo e assinou a fotografia de clássicos como Vidas Secas e Terra em Transe. Como produtor, esteve à frente de sucessos como Dona Flor e Seus Dois Maridos, dirigido pelo filho Bruno Barreto, e O Quatrilho, que levou o Brasil a uma indicação ao Oscar.
A morte do cineasta foi lamentada por artistas, familiares e autoridades. A atriz Fernanda Montenegro o definiu como “o corajoso desbravador e completo realizador da cultura cinematográfica do Brasil”, enquanto Fernanda Torres escreveu que o cinema brasileiro “deve tudo a ele”. Glória Pires também prestou homenagem e chamou Barreto de “guerreiro do cinema brasileiro”.
Em reconhecimento à trajetória do cineasta, a Prefeitura do Rio decretou luto oficial de três dias no município.




