A conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio, disputados em 2021, parecia indicar uma geração promissora para o futebol brasileiro. Na decisão, o Brasil venceu a Espanha por 2 a 1 e conquistou o bicampeonato olímpico em um torneio voltado para atletas da categoria sub-23 — excepcionalmente disputado com jogadores de até 24 anos devido ao adiamento da competição por causa da pandemia.
Aquela final as seleções estavam escaladas da seguinte forma: O Brasil veio com Santos, Guilerme Arana, Nino, Diego Carlos e Daniel Alves, Douglas Luiz, Bruno Guimarães, Claudinho, Anthony, Richarlison e Matheus Cunha. Já a Espanha estava escalada com Unai Simón, Óscar Gil, Eric García, Pau Torres e Cucurella, Zubimendi, Mikel Merino e Pedri, Dani Olmo, Oyarzabal e Marco Asensio.
Cinco anos depois, no entanto, a trajetória das duas seleções seguiu caminhos distintos. Entre os campeões olímpicos do Brasil, apenas Bruno Guimarães e Matheus Cunha integraram o elenco da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026.
Já a Espanha manteve boa parte da base vice-campeã olímpica. Oito atletas que disputaram a final em Tóquio também estiveram na Copa de 2026: Unai Simón, Eric García, Marc Cucurella, Mikel Merino, Martín Zubimendi, Pedri, Mikel Oyarzabal e Dani Olmo. Além deles, o técnico Luis de la Fuente, que comandou a equipe olímpica, também esteve à frente da seleção principal no Mundial.
O elenco brasileiro comandado por André Jardine ainda contava com nomes como Paulinho (Palmeiras), Reinier (Atlético-MG), Gabriel Menino (Santos), Ricardo Graça (sem clube), Malcom (Al-Hilal), Brenno (Fortaleza) e Matheus Henrique (Cruzeiro), entre outros atletas que não conseguiram se firmar na seleção principal até a disputa da Copa de 2026.
O contraste entre os dois países evidencia diferenças no processo de transição entre as categorias de base e a equipe principal, com a Espanha conseguindo aproveitar uma parcela significativamente maior da geração olímpica no ciclo seguinte ao torneio.




