Marcelo Magalhães de Almeida, empresário de 31 anos, teve sua vida ceifada após ser sequestrado em Carapicuíba, na Grande São Paulo. A Polícia Civil de São Paulo informou que três pessoas foram detidas em conexão com o crime, enquanto um quarto suspeito permanece foragido.
Na noite de quinta-feira (16/07), Marcelo foi visto pela última vez com vida em um bar, na companhia de um conhecido. Após deixar o estabelecimento sem acompanhantes, seu paradeiro tornou-se desconhecido. O veículo blindado que ele conduzia foi localizado abandonado na rua das Andorinhas.
Amigo apontado como mentor
O delegado Fabiano Barbeiro afirmou que Lucas Soares de Lima — identificado pelo apelido “Quadrado” — foi quem atraiu Marcelo para o local onde ele foi morto. Segundo o delegado, os dois tinham uma amizade de longa data. Marcelo costumava ajudar Lucas financeiramente e havia prometido dar um apartamento a ele.
Barbeiro declarou ao SBT que, quando Marcelo parou de oferecer ajuda, Lucas decidiu agir. “Existia um relacionamento de amizade entre eles, de longa data. E essa promessa de dinheiro foi feita, algumas ajudas foram passadas a ele, mas por conta da cessação dessas ajudas por parte do Marcelo, Lucas resolveu acabar com a vida do Marcelo. Ele tomou a iniciativa e reuniu os demais indivíduos”, disse o delegado.
Além de Lucas, Paulo Sérgio Soares de Almeida, irmão de Lucas, e Júlio César Moura Batista também foram presos como suspeitos do crime.
Transferência e vídeos
De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, os suspeitos transferiram R$ 8.000 da conta de Marcelo antes de matá-lo. Investigadores encontraram vídeos nos celulares dos presos: em um deles, o empresário aparece amordaçado em uma cama; em outro, um dos criminosos empunha uma faca na frente do carro da vítima. Nas imagens, um homem admite o crime: “Sequestro, caixote. Nós é bigode e faz acontecer. Sequestro, homicídio. Já era filhão”.
O delegado Barbeiro ressaltou que matar Marcelo já estava no plano desde o início. “O foco era tirar a vida do Marcelo, matar ele já estava no plano deles”, afirmou.
Mãe procurou a polícia
No dia 17/07, Paulo Sérgio foi até a casa da mãe chorando e contou que Lucas tinha “arrumado um problemão e queria arrastar todo mundo”, segundo relato dela à polícia. Ao tomar conhecimento do desaparecimento de Marcelo, a mãe dos suspeitos procurou as autoridades.
A mãe também relatou que Lucas teria ameaçado matar todos na casa. Segundo ela, Lucas teria dito: “Se você tivesse me dado os 700 reais, você não teria que gastar com caixão e nada disso teria acontecido”. A fala foi atribuída a Lucas com ressalva de que seria o que ele teria dito.
O imóvel onde Marcelo teria sido mantido passou por perícia. A Polícia Civil encontrou marcas de sangue no local. As buscas pelo corpo prosseguem a partir da última localização do sinal do celular da vítima. Segundo a família, Marcelo não tinha antecedentes criminais.




