Quatro empresas entram na disputa por obra no Viaduto do Chá, no centro de SP

Projeto de R$ 75,5 milhões, previsto pela gestão do prefeito Ricardo Nunes, prevê requalificação do cartão-postal com melhorias estruturais e atração turística

Por Julia Luongo | Atualizado em
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

A Prefeitura de São Paulo recebeu propostas de quatro empresas interessadas na reforma do Viaduto do Chá, no centro da capital. A licitação também prevê a instalação de um bonde desativado na região, que será adaptado como atração turística, como parte de um plano de revitalização urbana.

As empresas que disputam o contrato apresentaram as seguintes propostas: Consórcio Eixo Cultural São Paulo (R$ 63,8 milhões), Consórcio Novo Centro (R$ 68,8 milhões), Consórcio Novo Viaduto do Chá (R$ 71,3 milhões) e Lemam Construções e Comércio (R$ 72,8 milhões).

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Agora, as ofertas passam por análise técnica e financeira antes da definição da vencedora.

A obra tem valor estimado em R$ 75,5 milhões, investimento previsto pela gestão do prefeito Ricardo Nunes, e integra um pacote de intervenções no centro histórico, que inclui também a Praça do Patriarca e o entorno do Theatro Municipal.

O projeto foi elaborado após vistorias identificarem problemas estruturais no viaduto, como infiltrações que podem comprometer sua conservação ao longo do tempo.

Entre as principais mudanças previstas está a substituição das pedras portuguesas por piso de granito nas cores vermelho e cinza, com o objetivo de reduzir o peso sobre a estrutura e facilitar a manutenção.

A proposta também inclui a criação de um novo ponto de ônibus sobre o viaduto e a instalação de um bonde desativado em frente ao Shopping Light, que será adaptado para funcionar como ponto de informações turísticas.

Outras intervenções envolvem o remanejamento de bancas de jornal, áreas para embarque e desembarque e melhorias em espaços próximos, como a Praça Ramos de Azevedo e a Galeria Prestes Maia, que enfrenta problemas recorrentes de infiltração.

Apesar das melhorias previstas, o projeto ainda gera debate entre especialistas e moradores, principalmente sobre possíveis impactos no patrimônio histórico da região.

A expectativa da Prefeitura é concluir o processo licitatório ainda em 2026. Após a escolha da empresa vencedora, as obras devem ter duração aproximada de 18 meses.

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