Sem citar o ex-governador Cláudio Castro, o atual chefe do Executivo fluminense, o desembargador Ricardo Couto fez um discurso recheado de críticas à antiga gestão em um evento com empresários no Rio de Janeiro, nesta terça-feira.
Couto questionou a quantidade de secretarias no Estado, 32 no total, e contou que foi abordado por deputados estaduais quando assumiu o governo que o indagaram sobre a posse de determinadas pastas.
Ricardo Couto assumiu o governo em março deste ano em meio ao vazio no poder do Estado com as renúncias de Cláudio Castro e do então vice, Thiago Pampolha. Segundo a linha sucessória, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio deveria assumir o cargo, mas, à época, a Casa também estava sem chefia – Rodrigo Bacellar foi preso pela Polícia Federal por envolvimento com o Comando Vermelho.
Ainda durante o discurso, Couto se afastou de pretensões políticas e disse que deve permanecer no poder por mais três meses. O desembargador está garantido no cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal, que ainda julga qual será o modelo de eleições suplementares a serem realizadas no Rio. Ele acumula o governo com a presidência do Tribunal de Justiça do Estado.
Apesar de fugir da política, o desembargador ainda fez promessas para reta final da gestão: reduzir secretarias e deixar o Estado um superávit de 5 bilhões. Couto assumiu o governo com déficit previsto de 19 bi.
Este foi o primeiro discurso público de Ricardo Couto como governador. Ele discursou por quase 20 minutos sempre em tom muito tranquilo. Ainda brincou com uma metáfora entre a máxima do time de coração, “Há coisas que só acontecem com o Botafogo”, e a sua situação do Rio.
Além dos empresários, autoridades também estavam presentes – entre elas, o prefeito Eduardo Cavaliere e o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Thiago Pampolha. O ex-vice do criticado governo Cláudio Castro acompanhou as falas também com o semblante tranquilo.




