Nesta semana estão sendo retomadas as conversas entre integrantes do governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre a tramitação da proposta que trata da escala de trabalho 6×1.
As sinalizações recentes de Alcolumbre, no entanto, apontam para a possibilidade de adiamento da discussão, movimento que, se confirmado, representará uma derrota política relevante para o Palácio do Planalto.
Nos bastidores, a principal expectativa do governo é medir até onde vai a disposição do presidente do Senado de prolongar as negociações e avaliar se ainda existe espaço para a construção de um acordo capaz de viabilizar o avanço da matéria.
A definição do calendário de tramitação é vista como um teste importante da capacidade de articulação do Executivo junto ao comando da Casa.
Paralelamente, o governo seguirá concentrado em outras duas prioridades da agenda legislativa. A primeira é a PEC da Segurança Pública, considerada estratégica para reforçar o discurso da gestão federal em uma área de grande apelo junto à opinião pública.
A segunda é o Projeto de Lei das Terras Raras, que ganhou peso nas últimas semanas em meio às discussões sobre minerais estratégicos e às recentes negociações envolvendo a relação entre Brasil e Estados Unidos.
Diante das dificuldades para avançar simultaneamente em várias frentes, o Planalto busca evitar novos desgastes políticos e trabalha para preservar espaço de negociação no Congresso, enquanto tenta manter em andamento projetos considerados centrais para a agenda do governo.