Alckmin é vaiado na Marcha dos Prefeitos; Lula não vai

Vice anunciou reunião entre presidente e CNM para quarta; no ano passado, Lula foi vaiado três vezes no mesmo evento

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Foto: Cadu Gomes/VPR
Foto: Cadu Gomes/VPR

A Marcha dos Prefeitos em Brasília começou com vaias ao vice-presidente Geraldo Alckmin nesta segunda-feira (19/05). A reação negativa veio de parte da plateia assim que o vice, filiado ao PSB, foi chamado para discursar na abertura do evento organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

A ausência do presidente Lula marcou a edição deste ano. Em eventos anteriores da CNM, o presidente compareceu e também enfrentou críticas da plateia.

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Apesar das vaias iniciais, Alckmin recebeu aplausos de outra parcela dos presentes enquanto falava. O vice anunciou que Lula se reunirá com Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, na quarta-feira (20/05).

Segundo Alckmin, o presidente “não leva em conta a filiação partidária dos prefeitos ao tratar com eles”. A declaração buscou destacar a postura do governo federal em relação aos gestores municipais.

Encerramento sem hostilidade

Ao concluir sua participação, o vice não foi mais vaiado. Parte do público aplaudiu o fim da fala de Alckmin, sinalizando mudança no clima em relação ao início.

Histórico de vaias a Lula

No ano passado, o presidente enfrentou reação hostil três vezes durante a Marcha dos Prefeitos. A primeira vaia aconteceu quando Lula subiu ao palco. A segunda ocorreu no momento em que foi chamado para discursar. A terceira vaia veio ao término de sua fala.

A diferença entre as edições evidencia a tensão recorrente entre o governo federal e gestores municipais em eventos da CNM. A ausência presidencial neste ano evitou repetição do cenário de 2025, mas não impediu manifestações contra o vice.

Por que isso importa

A Marcha dos Prefeitos é o principal evento político dos gestores municipais brasileiros. Vaias a representantes do governo federal sinalizam insatisfação com políticas públicas, repasses de verbas ou falta de diálogo institucional. Para o cidadão, isso pode afetar investimentos federais em cidades e a execução de programas sociais que dependem de parceria entre União e municípios.

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