Após repercussão de entrevista à TMC, Eduardo nega defesa da troca do Pix pelo Zelle e cobra retratação

Ex-deputado afirma que suas declarações sobre negociações com os EUA foram interpretadas de forma equivocada e reforça apoio ao sistema brasileiro de pagamentos

Por Redação TMC | Atualizado em
Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro posam com Trump na Casa Branca
(Foto: Eduardo Bolsonaro via Instagram)

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta quinta-feira (04/06) que nunca defendeu a substituição do Pix por sistemas de pagamento dos Estados Unidos, após repercussão de sua entrevista à TMC no dia anterior, em que falou sobre a possibilidade de o tema entrar em negociações entre Brasil e EUA.

Em publicação nas redes sociais, Eduardo rebateu reportagens e comentários que interpretaram sua fala como uma proposta de troca do sistema brasileiro pelo Zelle, plataforma utilizada por bancos americanos.

“Eu jamais falei em substituir o Pix. Pix foi criado pelo meu pai, sem taxas, e assim deve permanecer. Sou pró-Pix e desafio aqui a Globo e demais jornais a se retratarem”, escreveu.

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A polêmica surgiu após entrevista concedida à TMC, na qual o ex-parlamentar comentou a pressão dos Estados Unidos sobre o sistema de pagamentos brasileiro. O tema ganhou relevância após autoridades americanas incluírem o Pix entre os pontos questionados em discussões comerciais envolvendo uma possível tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

Durante a entrevista, Eduardo citou o Zelle, serviço de transferências utilizado nos Estados Unidos, como um mecanismo semelhante ao Pix. Segundo ele, a existência de sistemas parecidos nos dois países poderia servir como argumento em uma eventual mesa de negociação com o governo americano.

“Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, o Zelle. Então dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos”, afirmou.

A declaração foi interpretada por críticos e por parte da imprensa como uma sugestão para substituir o Pix por um sistema americano, o que gerou forte repercussão nas redes sociais. Eduardo, porém, sustenta que sua fala foi retirada de contexto e que em nenhum momento propôs o fim do sistema brasileiro.

Lançado pelo Banco Central em 2020, o Pix se consolidou como o principal meio de pagamento eletrônico do país. Diferentemente do Zelle, que é operado por uma rede de bancos privados dos Estados Unidos, o sistema brasileiro funciona como uma infraestrutura pública e está disponível para clientes de bancos e fintechs em todo o território nacional.

Leia mais: O que é o Zelle, sistema que Eduardo Bolsonaro quer para substituir o Pix

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