O psiquiatra, professor e escritor Augusto Cury, pré-candidato à Presidência da República pelo Avante, afirmou em entrevista exclusiva ao TMC 360 nesta terça-feira (02/06) que o Brasil precisa superar a polarização política e voltar suas atenções para o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida da população.
Reconhecido internacionalmente por desenvolver a Teoria da Inteligência Multifocal e por ter obras publicadas em 92 países, Cury defendeu uma política centrada nas pessoas e criticou o ambiente político atual, que classificou como “doente”.
“O Brasil precisa estar no divã”, afirmou. Segundo ele, a polarização tem provocado danos à sociedade e afastado o debate dos temas que realmente impactam a vida dos brasileiros. “Sou contra a polarização. Meu foco são as pessoas. Precisamos focar naquilo que importa”, declarou.
Durante a entrevista, o pré-candidato defendeu que o presidente da República deve atuar como servidor da população. “O presidente deveria ser o maior servo da nação. Ele é pago pelo contribuinte e deve se curvar à sociedade para servi-la”, afirmou.
Cury também ressaltou que um chefe de Estado deve agir com elegância, evitar o culto à personalidade e tratar os recursos públicos com responsabilidade. “O dinheiro do contribuinte é sagrado. Um estadista precisa pensar nas crianças, nos adolescentes e nas futuras gerações”, disse.
Ao falar sobre sua entrada na disputa presidencial, o escritor afirmou que acompanha os desafios do país há décadas e rejeitou a ideia de que esteja ingressando na política sem experiência em questões nacionais. “Eu estudo o Brasil há 25 anos. Não entro na política como alguém de fora”, declarou.
Na área econômica, Cury destacou que o foco de qualquer governo deve estar na geração de desenvolvimento, no combate à inflação e na melhoria das condições de vida da população. “O que importa é melhorar o país, abaixar a inflação e construir um Brasil que soma, e não que divide”, afirmou.
O pré-candidato também garantiu que permanecerá na corrida eleitoral. “Minha candidatura vai até o fim. É um projeto para a nação”, disse.
Ao encerrar a entrevista, Cury voltou a defender uma visão de serviço público baseada na responsabilidade e na temporariedade do poder. “O presidente é um empregado da sociedade, com prazo determinado para ser despedido”, concluiu.




