O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou estabilidade clínica e melhora na função renal, segundo boletim médico divulgado neste domingo (15/03). Apesar da evolução, ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta.
De acordo com a equipe médica, exames apontaram nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue, o que levou à ampliação da cobertura de antibióticos utilizados no tratamento.
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Bolsonaro foi internado na última sexta-feira (13/03), após apresentar náuseas, febre e calafrios durante a madrugada enquanto estava preso na sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecida como Papudinha. No local, ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Após o atendimento inicial, o ex-presidente foi transferido para o hospital, onde passou por exames, incluindo tomografia do tórax e testes laboratoriais. O diagnóstico foi de broncopneumonia bacteriana bilateral, uma infecção pulmonar que provoca inflamação nos alvéolos (pequenos sacos de ar dos pulmões) e nos brônquios, dificultando a respiração.
Quadro considerado grave, mas estável
Segundo os médicos, Bolsonaro apresentou sintomas como pressão baixa, queda na saturação de oxigênio, febre, sudorese, soluços, náuseas e vômitos, além de bacteremia, quando há presença de bactérias na corrente sanguínea.
O cardiologista Leandro Echenique afirmou que o quadro chegou a apresentar risco de morte em razão da infecção, mas destacou que a internação rápida e o início imediato do tratamento com antibióticos intravenosos reduziram o perigo.
O tratamento começou na sexta-feira (13/03) e deve durar sete dias, com avaliação contínua da resposta do organismo aos medicamentos. Até o momento, não há previsão para a alta hospitalar.
Histórico de saúde
Desde que sofreu um atentado a faca durante a campanha eleitoral de 2018 em Juiz de Fora, Bolsonaro passou por 14 cirurgias, sendo 10 relacionadas a complicações do ferimento abdominal.
O ex-presidente também enfrenta episódios de soluço crônico, condição que pode provocar refluxo e facilitar a entrada de substâncias nas vias respiratórias — fator que, segundo médicos, pode ter contribuído para o quadro infeccioso atual.
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