O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento a Polícia Federal na segunda-feira (2/2) sobre uma investigação que analisa declarações que teriam associado o presidente Lula ao tráfico de drogas e usado termos pejorativos contra o atual chefe do Executivo.
O ex-presidente prestou depoimento na condição de investigado diretamente da Papudinha e respondeu a questionamentos sobre manifestações que, segundo as autoridades, poderiam configurar crimes contra a honra do atual presidente.
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O inquérito foi aberto após pedido do Ministério da Justiça para verificar se publicações do ex-presidente feitas em diferentes plataformas digitais poderiam configurar injúria ou calúnia.
Entre os materiais analisados está um vídeo divulgado no YouTube em março de 2025, no qual Bolsonaro teria supostamente cometido calúnia ao vincular Lula a atividades de tráfico de drogas no morro do Alemão, no Rio de Janeiro.
A Polícia Federal também examina postagens realizadas na conta oficial de Bolsonaro na rede social X (antigo Twitter).
Em um texto publicado em março de 2025 Jair Bolsonaro escreveu: “Lula, cachaça, o brasileiro sabe de sua índole e de como você chegou até aqui. Só um imbecil ou um canalha compra esse papo de plano de assassinato. A única pessoa que tentaram matar fui eu, em uma ação de antigo militante do PSOL, seu braço político de primeira hora”.
Na postagem, Bolsonaro também criticou a gestão atual, afirmando que “o povo quer um futuro melhor, sem essas cortinas de fumaça diárias para encobrir o pior governo da história do país”, e alegou que a “única pauta” de Lula seria falar da antiga gestão presidencial.
Os caso segue em andamento sob sigilo. Após a conclusão do inquérito, a expectativa é que a Polícia Federal encaminhe o relatório final ao Ministério Público, que decidirá sobre eventual oferecimento de denúncia contra o ex-presidente.
A defesa de Bolsonaro nega que ele tenha cometido qualquer crime, segundo informações do UOL. Segundo os advogados do ex-presidente, as declarações foram feitas no contexto de crítica política, não configurando ilícitos penais contra a honra do atual mandatário.
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