Caiado diz que anistia a Bolsonaro e presos do 8/1 será prioridade se chegar à Presidência

Pré-candidato à Presidência da República também falou sobre terras raras e combate ao crime; veja as principais ideias de Caiado

Por Redação TMC | Atualizado em
Ronaldo Caiado
(Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

Ronaldo Caiado (PSD), governador de Goiás, formalizou sua pré-candidatura à Presidência da República para as eleições de 2026. O anúncio ocorreu nesta segunda-feira (30/03), em evento realizado em São Paulo. Entre as propostas apresentadas, destaca-se o perdão a todos os envolvidos nos ataques aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 e na tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso e cumprindo condenação superior a 27 anos, seria um dos beneficiados pela medida.

O governador estabeleceu que a concessão de anistia seria sua primeira ação caso seja eleito. Caiado traçou um paralelo histórico com medidas adotadas por Juscelino Kubitschek após levantes militares na década de 1950. O pré-candidato justificou a proposta pela necessidade de encerrar o que chamou de “projeto político sustentado pela polarização”.

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“O Brasil não suporta mais viver uma situação que tem sido uma constante nesses últimos anos. A polarização pode ser desativada, sim. Meu primeiro ato vai ser exatamente a anistia ampla, geral e irrestrita”, declarou Caiado durante o lançamento.

O pré-candidato apresentou uma proposta para desenvolver a indústria de processamento de terras raras e minerais críticos no Brasil. A estratégia envolve estabelecer parcerias com Estados Unidos e Japão. Caiado afirmou que o objetivo é superar a condição de exportador de matéria-prima bruta.

“Não seremos ali exportadores de matéria-prima. Vamos buscar, junto à academia e ao setor industrial, promover o que hoje é quase monopólio dos chineses”, afirmou o governador.

Segurança pública e integração policial

Na área de segurança, Caiado propôs implementar nacionalmente um modelo de integração entre polícias estaduais e federais baseado na experiência desenvolvida em Goiás. O governador apresentou dados sobre a situação do narcotráfico no país. Segundo ele, o narcotráfico mantém sob sua influência quase 60 milhões de brasileiros. Caiado afirmou ter alcançado controle de 100% dos presídios em Goiás.

“Não existe Estado Democrático de Direito num país onde o narcotráfico tem sob sua tutela quase 60 milhões de brasileiros. Bandido não se cria em Goiás. Temos o controle 100% dos nossos presídios e [temos] inteligência policial”, declarou o pré-candidato.

O governador criticou o projeto de regulação da inteligência artificial em tramitação no Congresso Nacional. Caiado classificou a proposta como “retrógrado” e “punitivo”.

O pré-candidato defendeu a adoção de um modelo de código aberto focado em inovação e criatividade. Ele citou softwares desenvolvidos durante sua gestão estadual como exemplos de aplicação da tecnologia em políticas públicas. Essas ferramentas são utilizadas para combate ao crime organizado e monitoramento ambiental em Goiás.

Caiado propôs expandir para o âmbito federal o modelo educacional implementado em Goiás. O estado ocupa atualmente o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Na área social, o pré-candidato defendeu a transição de programas assistenciais para políticas de emancipação.

“Nós não nos vangloriamos do cartão social, nós nos gloriamos daquelas pessoas que são emancipadas e passam a viver da sua própria renda”, afirmou o governador.

O pré-candidato enfatizou que a eficiência na gestão presidencial depende de uma trajetória de experiência prévia. Caiado criticou quem tenta “aprender a governar na cadeira”. O governador citou sua própria trajetória política para validar sua capacidade de articulação com o Congresso Nacional. Ele cumpriu cinco mandatos como deputado e um como senador.

“Não se governa pelo discurso, se governa pelo exemplo. O Brasil precisa de uma capacidade de que, na trajetória de vida, o governante possa dar exemplo do que praticou”, declarou Caiado.

O governador abordou questões econômicas ao mencionar que o atual governo tenta responsabilizar o setor produtivo pela alta taxa de juros. Caiado defendeu a iniciativa privada e a economia de mercado como motores do país. O pré-candidato citou o agronegócio como o setor mais competitivo da economia brasileira.

“Vim da política na defesa do direito de propriedade, da livre iniciativa e da economia de mercado. O setor mais competitivo do país é aquele que mostra o que existe de mais moderno com produtividade e respeito ao meio ambiente”, disse o governador.

Caiado apresentou sua estratégia eleitoral ao afirmar que seu objetivo transcende a vitória sobre o Partido dos Trabalhadores. O pré-candidato declarou que pretende governar de forma que o partido deixe de ser uma opção eleitoral no país. O governador citou Goiás e São Paulo como exemplos dessa estratégia.

“O desafio não é ganhar a eleição do PT, isso é fácil. O difícil é governar para que o PT não seja mais opção no país. Não é opção mais em Goiás, não é opção mais em São Paulo”, declarou o pré-candidato.

O discurso de lançamento abordou temas como reforma política, desenvolvimento tecnológico e regulamentação de inteligência artificial. Caiado propôs uma reforma que traga mais racionalidade ao sistema político brasileiro. Os mecanismos legais específicos para implementação da anistia proposta não foram detalhados durante o evento. Também não há informações sobre como seria estruturada nacionalmente a integração entre polícias estaduais e federais. Os termos exatos das parcerias internacionais para exploração de minerais críticos não foram especificados pelo governador.

Leia mais: Entenda o que fez Ronaldo Caiado ser escolhido pré-candidato do PSD à Presidência

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