A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) solicitou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar o caso do Banco Master. O pedido foi feito durante sessão do Congresso Nacional nesta quinta-feira (30/04). A parlamentar também criticou o projeto de lei que altera penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Alcolumbre tem resistido à pressão para formalizar a comissão. A deputada aproveitou a sessão convocada para analisar a derrubada dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria para fazer o pedido público.
Gleisi Hoffmann utilizou a tribuna para vincular o caso do Banco Master a questões políticas envolvendo apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A parlamentar afirmou que Bolsonaro teria recebido R$ 3 milhões de Zettel, identificado como cunhado de Vorcaro.
“Nós não temos medo, não. Quero fazer um pedido para vossa excelência: instale a CPI do Master. Nós fazemos essa discussão aqui dentro do Congresso Nacional, porque será uma boa oportunidade para os bolsonaristas explicarem porque Bolsonaro ganhou R$ 3 milhões do Zettel, cunhado do Vorcaro, e porque os bolsonaristas deram apoio e dão apoio a esse governo do Distrito Federal, que quebrou o BRB nos conluios com o Master”, afirmou a deputada.
A parlamentar também apelou para a “biografia” de Alcolumbre na tentativa de evitar a votação de alterações que reduzem penas dos condenados pelo 8 de janeiro e pela tentativa de golpe de Estado. Para Gleisi, a derrubada dos vetos será um recado de impunidade dado pelo Congresso.
“Passar pano para a tentativa de golpe, para os golpistas, é a mesma coisa que dizer: ‘façam de novo, vão lá, depredem de novo o Congresso Nacional, o Supremo, o Palácio do Planalto, e tentem dar golpe novamente para tirar um presidente eleito. É essa a mensagem que a gente deixa para o futuro”, disse na tribuna.
Alcolumbre decidiu fatiar a análise do veto integral de Lula ao projeto de lei. A decisão foi tomada por causa da sobreposição de dispositivos da lei da Dosimetria ao PL Antifacção.
A medida evita que o benefício seja estendido a condenados por outros crimes, como feminicídio e organização criminosa. A decisão também restringe progressão de pena a responsabilizados pelas depredações às sedes dos Três Poderes.
Gleisi sugeriu que a sessão para votar o PL “coroa” um acordo que envolveu a derrota de Jorge Messias na noite de quarta-feira (29/04) no Senado. Messias tornou-se o primeiro indicado ao Supremo Tribunal Federal em 132 anos a ser rejeitado em plenário.
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