A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS rejeitou o relatório final na madrugada deste sábado (28/03). O documento elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) foi derrotado por 19 votos contrários contra 12 favoráveis. A votação dividiu parlamentares entre oposição e base governista.
O texto recomendava o indiciamento de mais de 200 pessoas investigadas por descontos irregulares em benefícios previdenciários. A lista incluía parlamentares, ex-ministros, dirigentes de estatais e entidades associativas. Entre os nomes estava o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conhecido como “Lulinha”.
A sessão começou às 9h44 de sexta-feira (27/03) e terminou às 01h14 deste sábado. A votação durou 15 horas e 30 minutos. O início foi marcado por tumulto entre o relator Alfredo Gaspar e o deputado governista Lindbergh Farias. Os dois parlamentares trocaram ofensas antes da leitura do relatório.
Como votou cada parlamentar
Doze parlamentares votaram a favor do documento de Gaspar. No Senado, apoiaram o relatório Magno Malta (PL-ES), Marcio Bittar (PL-AC), Izalci Lucas (PL-DF), Eduardo Girão (Novo-CE), Rogério Marinho (PL-RN) e Damares Alves (Republicanos-DF). Na Câmara, votaram pela aprovação Coronel Fernanda (PL-MT), Coronel Chrisóstomo (PL-RO), Marcel Van Hattem (Novo-RS), o relator Alfredo Gaspar (União-AL), Bia Kicis (PL-DF) e Adriana Ventura (Novo-SP).
Dezenove parlamentares votaram contra o relatório. No Senado, rejeitaram o texto Soraya Thronicke (Podemos-MS), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Jaques Wagner (PT-BA), Eliziane Gama (PSD-MA), Humberto Costa (PT-PE), Jussara Lima (PSD-PI), Rogério Carvalho (PT-SE), Augusta Brito (PT-CE) e Teresa Leitão (PT-PE).
Na Câmara, votaram contra Meire Serafim (União Brasil-AC), Átila Lira (PP-PI), Orlando Silva (PCdoB-SP), Rogério Correia (PT-MG), Ricardo Ayres (Republicanos-TO), Alencar Santana (PT-SP), Paulo Pimenta (PT-RS), Lindbergh Farias (PT-RJ), Neto Carletto (Avante-BA) e Dorinaldo Malafaia (PDT-AP).
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Após a rejeição do documento de Gaspar, o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu não colocar em votação um relatório elaborado por governistas. O documento alternativo pedia o indiciamento de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), entre outras pessoas.
O presidente da CPMI informou que uma cópia do relatório de Gaspar será enviada para o Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria-Geral da República e órgãos de fiscalização e investigação. O colegiado chegou ao fim neste sábado sem ter um documento formal aprovado.




