Crise do filme “Dark Horse” vira guerra verbal entre PT e Flávio Bolsonaro

Petistas ampliaram ofensiva nas redes após revelações sobre Daniel Vorcaro, enquanto aliados do senador tentam deslocar foco da crise para o entorno de Lula

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Flávio Bolsonaro e Jaques Wagner conversam no Senado durante sessão deliberativa ordinária destinada à deliberação de autoridades
(Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

A divulgação de áudios e mensagens envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro abriu uma nova frente de disputa política entre PT e bolsonarismo e transformou o caso do filme “Dark Horse” em uma batalha de desgaste, principalmente nas redes sociais.

Nos últimos dias, o PT intensificou ataques ao senador após a revelação de conversas em que Flávio pede recursos a Vorcaro para financiar a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo reportagens publicadas nesta semana, o ex-banqueiro teria desembolsado R$ 61 milhões para o projeto.

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A legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a explorar o episódio em campanhas patrocinadas no Facebook e Instagram, além de divulgar conteúdos associando Flávio a investigações envolvendo o Banco Master. Um dos anúncios impulsionados pelo partido ultrapassou 1 milhão de visualizações, segundo dados da Meta.

O PT também publicou um “dossiê” reunindo acusações e investigações já associadas ao senador, incluindo o caso das rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e a relação com Vorcaro. Em uma das publicações, o secretário de Comunicação petista, Éden Valadares, ironizou o episódio ao escrever: “Flávio Vorcaro ou Daniel Bolsonaro?”.

A ofensiva política ganhou força após entrevistas e manifestações públicas de adversários de Flávio dentro do campo da direita. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema classificou o episódio como um “tapa na cara dos brasileiros”, enquanto o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou em entrevista à TMC que o caso provocou um “desgaste muito grande” para a pré-campanha do senador.

Nos bastidores, partidos do Centrão passaram a adotar cautela diante da crise. Lideranças de União Brasil, PP e Republicanos decidiram aguardar novas pesquisas e possíveis desdobramentos do caso antes de avançar em uma eventual coalizão com Flávio para 2026.

Diante da pressão, a pré-campanha do PL decidiu reagir. A estratégia traçada pelo entorno de Flávio prevê ampliar agendas públicas pelo país e iniciar uma ofensiva digital para tentar inverter o desgaste político causado pelo episódio.

O principal alvo escolhido pela campanha é o empresário Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha. Aliados do senador passaram a organizar vídeos, peças para redes sociais e materiais que tentam associar empresários ligados ao Banco Master a grupos políticos próximos ao PT, especialmente na Bahia.

A avaliação no entorno bolsonarista é que a campanha precisa mudar rapidamente o eixo do debate e impedir que o caso seja consolidado como símbolo da pré-campanha de Flávio. Internamente, aliados defendem reforçar viagens, agendas populares e eventos regionais para demonstrar normalidade política após a crise.

Ao comentar o episódio nesta sexta-feira (15/05), Flávio afirmou que não houve irregularidade na busca de patrocínio privado para o filme “Dark Horse” e disse que foi “precipitadamente” criticado por Zema. O senador também negou ter cometido ilegalidades em sua relação com Vorcaro.

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