Eduardo Bolsonaro negou ser produtor-executivo do filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração do ex-deputado federal contradiz um contrato assinado digitalmente por ele em 30 de janeiro de 2024, segundo reportagem do Intercept Brasil.
O documento cita a atuação de Eduardo na captação de recursos para o projeto. Segundo o contrato, produtores-executivos deveriam atuar na identificação de investidores e na busca por incentivos fiscais.
Em vídeo, Eduardo afirmou que o contrato existiu apenas para manter um diretor de Hollywood trabalhando no projeto. “Investi US$ 50 mil nos Estados Unidos. O objetivo era garantir um contrato com um diretor de Hollywood, para que ele pudesse elaborar o roteiro e dar início ao projeto”, declarou.
O ex-deputado disse que investiu recursos próprios inicialmente. Depois, com a chegada de novos investidores, deixou a função de diretor-executivo. “Recebi de volta o dinheiro investido, referente ao contrato com a produtora, mas essa transação não passou pelo fundo de investimento”, afirmou.
Intercept, vocês são VAGABUNDOS!
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) May 15, 2026
NÃO EXISTE DINHEIRO DO VORCARO PARA MIM, LARGUEM DE SER MENTIROSOS!
E ainda botam no título da matéria: “o homem da grana”. Vocês são a escória do jornalismo.
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O banqueiro Daniel Vorcaro pagou R$ 61 milhões para financiar Dark Horse, conforme a reportagem. Eduardo negou ser financiado por Vorcaro: “A afirmação de que Eduardo Bolsonaro é financiado por Daniel Volcaro é falsa”.
A produtora do filme é a GoUp Entertainment, com sede nos Estados Unidos. Mario Frias, deputado federal do PL São Paulo, aparece como co-produtor-executivo.
Uma outra reportagem divulgou um áudio em que Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo, pressiona por pagamentos relacionados ao filme.
Eduardo se mudou para os Estados Unidos em fevereiro do ano passado. Segundo ele, mantém os direitos autorais do filme para ser representado por um ator. “Com a reestruturação da operação, que passou a envolver fundos de investimento, deixei a função de diretor-executivo, mantendo-me como detentor dos direitos autorais para que um ator pudesse me representar no filme”, declarou.
O filme Dark Horse pretende contar a trajetória política de Jair Bolsonaro. A participação de familiares do ex-presidente na produção e o financiamento milionário levantam questões sobre a origem dos recursos e o papel da família no projeto.




