Escritório de Kakay rompe com Ciro Nogueira, investigado por mesadas pagas por Vorcaro

Advogado criminalista afirmou que rompimento com o senador, suspeito de envolvimento com o Banco Master, foi amigável

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Ciro Nogueira fala ao telefone antes de discurso no Senado
(Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados anunciou nesta segunda-feira (11/05) o rompimento com a defesa do senador Ciro Nogueira (Progressistas). A decisão ocorre quatro dias após operação da Polícia Federal que investiga suposto esquema de pagamentos mensais do Banco Master ao parlamentar.

Antônio Carlos Almeida Castro, conhecido como Kakay, confirmou que a saída aconteceu de forma consensual. O advogado criminalista não detalhou os motivos que levaram ao fim da parceria profissional.

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PF aponta pagamentos de até R$ 500 mil

A investigação policial identificou transferências mensais que variavam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil. Segundo a PF, os valores partiam da empresa BRGD S.A. e chegavam à CNLF Empreendimentos Imobiliários.

O objetivo dos repasses seria garantir apoio do senador a interesses do banco no Congresso Nacional. Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição financeira, teria coordenado o esquema.

Emenda para ampliar garantia bancária

A Polícia Federal encontrou evidências de que Ciro Nogueira recebeu envelope contendo proposta de emenda parlamentar. O texto sugeria elevar o teto de garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

A mudança beneficiaria diretamente o Banco Master. A proposta foi identificada como emenda nº 11 da PEC nº 65/2023.

Irmão do senador sob monitoramento

Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do parlamentar, foi alvo da operação deflagrada na quinta-feira (7). Por determinação judicial, ele passou a usar tornozeleira eletrônica.

Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel, teve prisão temporária decretada. A PF identificou troca de mensagens entre os dois sobre a movimentação financeira.

O senador também se pronunciou negando qualquer irregularidade. A investigação faz parte da quinta fase da operação Compliance Zero.

Por que isso importa

O caso expõe a relação entre instituições financeiras e parlamentares na aprovação de emendas que podem beneficiar setores específicos. A ampliação do limite do FGC impactaria diretamente a proteção de depósitos bancários no país.

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