O governo federal e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) terminaram sem acordo, nesta terça-feira (7), a reunião que discutiu uma alternativa para a renegociação das dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos. O principal impasse continua sendo a proposta do Executivo de substituir parte do Projeto de Lei (PL) 5.122/2023, aprovado pelo Senado, por uma medida provisória.
Após o encontro, o presidente da FPA, deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que o governo apresentou apenas uma proposta inicial, que incorpora parte do texto aprovado pelos senadores, mas ainda está distante de um consenso.
Segundo Lupion, a bancada ruralista discorda de pontos considerados centrais, como o montante das operações que poderão ser renegociadas, os critérios para enquadramento dos produtores, as taxas de juros, os prazos de pagamento e as condições gerais da nova linha de crédito.
O presidente da FPA também descartou qualquer entendimento para abandonar o projeto aprovado pelo Senado. “Não há qualquer tipo de acordo sobre o fim do PL 5.122 ou sobre a aprovação de uma medida provisória”, reforçou.
Confira a fala completa do presidente da FPA no nosso Instagram:
Agora, a bancada ruralista pretende analisar os números apresentados pelo Ministério da Fazenda antes de retomar as negociações. A expectativa é que novas reuniões ocorram nos próximos dias na tentativa de construir um texto que possa ser encaminhado ao Congresso com apoio tanto do governo quanto dos parlamentares do setor agropecuário.




