O ex-ministro José Dirceu deixou o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após finalizar a primeira rodada de tratamento quimioterápico contra linfoma. Segundo boletim divulgado pela equipe médica, o quadro clínico evoluiu sem intercorrências e o paciente apresenta condições gerais satisfatórias.
A internação havia ocorrido em 10 de maio, quando o diagnóstico da doença foi confirmado. O político, que completou 80 anos recentemente, segue sob acompanhamento oncológico para as próximas etapas do protocolo terapêutico.
Dirceu formalizou sua intenção de concorrer a uma cadeira na Câmara Federal pelo PT paulista em 2026. A estratégia declarada pelo veterano petista passa por fortalecer a bancada do partido no estado que elegeu Lula presidente em 2022.
“Nosso papel é fazer uma campanha em São Paulo, porque aqui o Lula ganhou a eleição de 2022, quando ele tirou 4 milhões de votos do Bolsonaro. Então nós queremos tirar 5, 6 do Flávio”, afirmou o político.
Além da disputa legislativa, Dirceu sinalizou interesse em que o PT apresente candidatura competitiva ao governo estadual. “E queremos disputar o governo com o Tarcísio. Acho que é muito importante o PT disputar esse governo de São Paulo com uma proposta para enfrentar o Tarcísio para valer”, declarou.
Trajetória parlamentar
Em 2002, Dirceu conquistou mandato de deputado federal com 556.563 votos. Após a vitória de Lula naquele ano, deixou o Legislativo para comandar a Casa Civil da Presidência.
A saída do cargo ministerial ocorreu em junho de 2005, durante a crise política do mensalão. Seis meses depois, em dezembro de 2005, teve o mandato parlamentar cassado. A condenação judicial pelo escândalo veio em 2012, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu perdão da pena em 2016.
O que é linfoma
O linfoma representa um grupo de cânceres que afetam o sistema linfático — rede responsável pela defesa do organismo. A doença surge quando linfócitos (células de defesa) sofrem mutação e se multiplicam de forma descontrolada.
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Segundo a Associação de Leucemia e Linfoma dos Estados Unidos, existem dois tipos principais: linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin. A primeira categoria recebeu esse nome em homenagem ao patologista britânico Thomas Hodgkin (1798-1866), que descreveu a enfermidade em 1832 ao identificar alterações nos gânglios linfáticos de pacientes. A nomenclatura atual foi adotada no final do século 20.
Carla Casulo, diretora de linfoma do Instituto Wilmot de Câncer da Universidade de Rochester, explica a diferença entre linfoma e leucemia: “Se o corpo fosse uma casa, a leucemia seria um problema que afeta a casa toda, enquanto o linfoma seria um problema que afeta os quartos. Ou seja, ele costuma se concentrar em certas partes do corpo, nos gânglios linfáticos”.
O tratamento varia conforme o tipo e estágio da doença, podendo incluir quimioterapia, radioterapia, imunoterapia ou transplante de medula óssea. As taxas de cura dependem de fatores como idade do paciente, subtipo do linfoma e resposta à terapia inicial.




