O ministro Ricardo Lewandowski deixará o comando do Ministério da Justiça após participar da cerimônia alusiva aos atos de 8 de janeiro no Palácio do Planalto. A exoneração, a pedido do próprio ministro, ocorrerá nesta semana, conforme confirmaram interlocutores próximos nesta terça-feira (6).
A saída de Lewandowski já foi acordada com o presidente Lula. O ministro havia manifestado interesse em deixar o governo após a aprovação da PEC da segurança, mas a proposta foi adiada para 2026, com alterações em seu conteúdo original.
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Aliados apontam que o desgaste nas relações com o Congresso e dificuldades de interlocução motivaram a decisão do ministro. A exoneração deve ser formalizada entre quinta e sexta-feira, após sua participação no evento relacionado aos atos de 8 de janeiro.
Com a saída de Lewandowski, o Ministério da Justiça será comandado interinamente por Manoel Carlos, atual número 2 da pasta. Alguns secretários convidados diretamente pelo ministro também podem deixar seus cargos.
A exoneração acontecerá em Brasília, no Palácio do Planalto, logo após a cerimônia marcada para quinta-feira. Ainda não há definição sobre quem assumirá o cargo permanentemente.
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Cerca de 20 ministros devem deixar seus cargos até abril de 2026 por causa das eleições, conforme previsto no calendário eleitoral. Apesar disso, Lula não pretende realizar outras mudanças ministeriais antes do período eleitoral.
O Partido dos Trabalhadores defende que o presidente aproveite a saída do ministro para desmembrar a pasta e criar o Ministério da Segurança Pública, proposta que foi uma das promessas de campanha de Lula. A iniciativa seria uma tentativa de conquistar eleitores em uma área considerada vulnerável para o governo, especialmente em ano eleitoral.
