Lula defende investigação do filho “Lulinha” por suposta relação no esquema do INSS

“Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu envolvido nisso, ele será investigado’”, disse Lula em entrevista coletiva nesta quinta-feira (18/12)

Por Édrian Santos | Atualizado em
A foto é um primeiro plano (close-up) do presidente Lula, capturado do peito para cima, enquanto ele realiza um pronunciamento. Ele está centralizado e voltado ligeiramente para a direita.
(Foto: Adriano Machado/Reuters)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a investigação de todos os envolvidos nos descontos ilegais de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), inclusive do próprio filho, Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”. A fala do petista foi uma resposta à pergunta de uma jornalista, no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (18/12).

No começo do mês, reportagens indicavam suposta participação de Lulinha no escândalo do INSS, a partir do depoimento de uma suposta testemunha. O fato foi exposto na comissão parlamentar que investiga o caso, a “CPMI do INSS”. O caso é mantido em sigilo, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

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“Eu, sinceramente, já li a respeito de algumas notícias. Eu tenho dito aos meus ministros e às pessoas que participam da CPI: ‘É importante que haja seriedade para que a gente possa investigar todas as pessoas que estão envolvidas, todas as pessoas. Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu envolvido nisso, ele será investigado’”, disse Lula.

Segundo revelou o Poder360, no dia 4 de dezembro, o filho mais velho de Lula com Marisa Letícia (1950-2017) teria uma relação de proximidade e até uma sociedade empresarial com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso desde 12 de setembro.

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Operação Sem Desconto

A declaração de Lula ocorre no mesmo dia em que uma nova fase da “Operação Sem Desconto”, da Polícia Federal, cumpre mandados de busca e apreensão contra o senador Weverton Rocha (PDT). A ordem foi determinada pelo ministro do STF André Mendonça.

Em nota, o senador informou que recebeu com surpresa a busca realizada pela PF. O informativo acrescenta que o parlamentar à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas, assim que tiver acesso integral a decisão.

Quem também esteve na mira da PF foi o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal, alvo de um mandado de prisão preventiva. Ele é acusado de envolvimento no esquema do INSS.


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