Mauro Vieira desmente bases militares chinesas no Brasil e classifica acusação dos EUA como desinformação

Chanceler afirmou na Comissão de Relações Exteriores da Câmara que não existe estação, antena ou operação chinesa em território nacional

Por Redação TMC | Atualizado em
Mauro Vieira
(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, desmentiu acusações norte-americanas sobre operação de bases militares chinesas no Brasil. O chanceler classificou as alegações como “desinformação” nesta quarta-feira (18/03). A manifestação aconteceu na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados.

Vieira respondeu ao requerimento do deputado Gustavo Gayer (PL-GO). O parlamentar solicitou esclarecimentos sobre as alegações contidas no relatório “Atraindo a América Latina para a órbita da China”, divulgado pelo Comitê da Câmara dos EUA Estados Unidos, criado em 2023 para investigar a influência da China em outros países.

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O ministro afirmou: “Não existe estação, nem antena, nem operação chinesa, nem parceira militar, nem qualquer elemento que justifica as ilações descritas no relatório ou nas denúncias subsequentes. Estamos falando, portanto, de especulações derivadas de notícias de internet, cujos conteúdos foram descontextualizados e distorcidos”.

Congressistas norte-americanos fizeram as acusações no início de março. Os parlamentares dos EUA afirmaram que a China operava duas instalações espaciais em território brasileiro: a Estação Terrestre Tucano, em Salvador, Bahia, e o telescópio Bingo, em construção no Sertão da Paraíba.

Estação Terrestre Tucano permanece em fase de planejamento

O chanceler informou que o projeto da Estação Terrestre Tucano encontra-se na fase de pesquisa e desenvolvimento. A instalação física não existe. A empresa responsável pelo projeto, a Alya Space, havia feito declaração anterior confirmando essa informação.

Vieira revelou que houve assinatura de um memorando de entendimento entre a Allya Space e uma empresa chinesa. O documento previa possíveis cooperações técnicas. O memorando não evoluiu para contrato definitivo ou operação comercial.

Telescópio Bingo tem finalidade científica

O ministro negou as alegações dos EUA sobre utilização do Telescópio Bingo para espionagem chinesa. Vieira explicou que o objetivo do projeto é realizar pesquisas ligadas a “fenômenos como energia escura, matéria, antimatéria, radiação entre outros temas de relevância científica”.

Brasil, África do Sul, França, Reino Unido, Suíça e China participam do desenvolvimento do telescópio. O chanceler acrescentou: “Não há absolutamente nenhum elemento operacional, tecnológico ou material que permita associar o Telescópio Bingo a atividades de inteligência, espionagem ou qualquer objetivo militar”.

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