O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reuniu na tarde desta segunda-feira (27) com o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli. O encontro, que durou cerca de 40 minutos, ocorreu após discurso feito pelo presidente argentino, Javier Milei, durante a convenção do PL realizada no último sábado (22).
As duas autoridades devem voltar a se reunir após o retorno do ministro de uma viagem, já que nesta terça-feira (28) o chanceler embarca para o Peru para representar o presidente Lula na posse da presidenta eleita, Keiko Fujimori.
Presidente Lula responde declarações de Milei
Antes da reunião oficial com o presidente da Coréia do Sul, Lee Jae Myung, Lula o aguardava no Itamaraty e, neste momento, foi questionado por um jornalista sobre como ele reagiu às falas de Javier Milei na convenção do PL no sábado.
O presidente Lula respondeu ao questionamento com “Eu? Quem é esse cara?”, disse Lula.
O presidente brasileiro deve se afastar de atritos públicos e deixar que os próprios ministros resolvam essa questão.
Reação do Itamaraty
Além de chamar o embaixador brasileiro para consultas, o Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi. O objetivo da medida foi manifestar formalmente a repulsa do governo brasileiro às declarações de Milei e solicitar esclarecimentos sobre a conduta do presidente argentino durante a passagem dele pelo país.
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Os ataques de Milei na convenção
As críticas e ofensas ocorreram durante a convenção que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Na ocasião, Milei atacou o presidente Lula, a quem chamou de “ladrão”, “presidiário” e “lixo socialista”. O mandatário argentino também direcionou xingamentos ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, referindo-se a ele como “lixo careca”.
Os xingamentos de Milei vieram após ele ser impedido, por decisão judicial, de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao comentar a medida do STF, o presidente argentino afirmou publicamente que a proibição representa “mais uma clara demonstração da injustiça de sua detenção e do caráter vingativo de seus responsáveis”.




