Segundo fontes do Palácio do Planalto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, comprometeu-se a pautar nesta terça-feira a Medida Provisória que trata do piso mínimo do frete. A expectativa do governo é acelerar a tramitação da proposta, que precisa ser votada até quarta-feira para não perder a validade.
Apesar do avanço da pauta no Congresso, a pressão do setor empresarial aumentou nos últimos dias. Empresas de transporte seguem contrárias ao texto atual por avaliarem que a medida eleva os custos das operações, o que mantém as negociações em andamento nos bastidores.
Ao mesmo tempo, a greve convocada por caminhoneiros autônomos ainda apresenta alcance limitado. A movimentação tem encontrado dificuldades para ganhar força em razão do período de escoamento da safra de inverno, que inclui produtos como café, cana-de-açúcar, algodão e a segunda safra de milho, além da resistência das transportadoras em aderir à paralisação.
Esses fatores reduzem, por enquanto, o potencial de impacto da mobilização sobre a logística e o abastecimento, embora o movimento continue sendo monitorado diante da possibilidade de mudanças no cenário.
A avaliação predominante no governo é que a medida provisória deve ser votada até quarta-feira e aprovada sem alterações no texto. Nos bastidores, também ganha força a possibilidade de um acordo político para manter a redação atual, com o compromisso de veto posterior a trechos específicos considerados mais sensíveis.