O ministro Kássio Nunes Marques abriu divergência nesta terça-feira (24/03) no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que analisa a conduta do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, nas eleições de 2022. O magistrado votou pela absolvição de Castro e dos demais investigados, contrariando os dois votos já proferidos pela condenação.
Com isso, o placar do julgamento passa a ser de 2 a 1 pela condenação, e a análise segue em andamento na Corte Eleitoral.
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O processo pode resultar na inelegibilidade de Castro por oito anos, caso a maioria dos ministros entenda que houve irregularidades no pleito. O ex-governador é acusado de abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral.
Segundo a ação, teria havido uso indevido da estrutura da Fundação Ceperj e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) para a contratação de cabos eleitorais. A investigação aponta a distribuição de cargos e recursos públicos como forma de ampliar a base de apoio político durante o período eleitoral.
O julgamento foi retomado pelo TSE após Castro renunciar ao cargo na véspera da retomada do processo, movimento interpretado como uma tentativa de alterar os efeitos de uma eventual condenação.
A expectativa agora recai sobre os votos dos demais ministros, que irão definir se o ex-governador será condenado e ficará impedido de disputar eleições nos próximos anos.
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