O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), divulgou uma nota nesta quarta-feira (13/05) em defesa do senador Flávio Bolsonaro após as denúncias envolvendo a captação de recursos para o filme “Dark Horse”, produção biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No texto, o parlamentar acusa o Partido dos Trabalhadores de tentar associar adversários políticos a escândalos de corrupção e afirma que o caso envolvendo Flávio estaria sendo utilizado como instrumento de desgaste político.
“O PT tenta mais uma vez aplicar sua velha estratégia política: jogar todos no mesmo ambiente de suspeita e corrupção que marcou a própria trajetória do partido ao longo das últimas décadas”, afirma.
Cabo Gilberto também critica o que classificou como “seletividade” na repercussão do caso e argumenta que o financiamento discutido para o filme teria caráter exclusivamente privado.
“Basta um filho buscar patrocínio privado para um filme privado, sem um centavo de verba pública, para imediatamente iniciarem uma operação política de criminalização e narrativa”, diz o texto.
A manifestação ocorre após reportagem do Intercept Brasil revelar áudios e mensagens em que Flávio Bolsonaro cobra repasses milionários do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o longa-metragem sobre Jair Bolsonaro.
Segundo a reportagem, os recursos teriam sido enviados ao fundo Havengate Development Fund LP, no Texas, ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro. O valor negociado para a produção poderia chegar a R$ 134 milhões.
Na nota, o líder da oposição sustenta que não houve utilização de recursos públicos nem favorecimento estatal. “O ponto central é simples e objetivo: não houve dinheiro público. Não houve contrato público. Não houve favorecimento estatal”, declarou.
Ao final, Cabo Gilberto defende a criação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar o caso envolvendo o Banco Master. “Por isso, defendemos uma investigação ampla, séria e sem seletividade. CPI do Banco Master, já”, conclui o texto.
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