Um novo levantamento do Instituto Datafolha divulgado na sexta-feira (03/07) mostrou que 65% dos brasileiros entendem que ter menos dependência do Estado traz melhorias à vida.
Esse é o patamar mais alto já alcançado desde que o instituto começou a acompanhar a matriz ideológica dos brasileiros, em 2013.
O levantamento foi conduzido nos dias 17 e 18/06, abrangendo 139 municípios e ouvindo 2.004 eleitores de forma presencial. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-09956/2026.
Na pesquisa, os entrevistados escolheram entre duas frases: “quanto menos eu depender do governo, melhor estará minha vida”; e “quanto mais benefícios do governo eu tiver, melhor estará minha vida”.
Apenas 31% ficaram com a segunda opção, enquanto 65% escolheu a primeira. Outros 4% não souberam responder.
Virada desde 2013
Quando a série teve início, em 2013, havia um empate perfeito entre as duas visões: 47% de cada lado. Nas edições seguintes — 2014, 2017 e 2022 —, o Datafolha repetiu o mesmo questionário, e a rodada atual é a que apresenta a maior separação entre as duas posições ao longo de todo o histórico.
Diferenças por gênero e região
Entre os homens, 71% defendem menor dependência do Estado; entre as mulheres, a proporção recua para 59%, de acordo com o Datafolha.
As diferenças regionais também são expressivas: no Sudeste, 70% dos eleitores valorizam a autonomia frente ao Estado, o maior índice entre todas as regiões.
No Nordeste, 38% consideram que ampliar os benefícios governamentais é o caminho para melhorar a vida, a proporção mais elevada nessa opção entre as regiões pesquisadas.
Divisão entre eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro
O cruzamento com a intenção de voto no primeiro turno estimulado evidencia contrastes entre os grupos. No eleitorado de Flávio Bolsonaro (PL), 79% defendem menor dependência do governo, ao passo que 18% preferem a expansão de benefícios.
No campo dos eleitores de Lula (PT), o quadro é bem mais dividido: 50% optam pela posição de menor dependência, enquanto 45% escolhem a alternativa favorável a mais benefícios estatais.




