Uma rede de páginas fantasmas destinou mais de R$ 1 milhão para impulsionar anúncios no Instagram e no Facebook com conteúdos críticos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O investimento foi identificado por meio da biblioteca de anúncios da Meta, ferramenta que reúne informações sobre publicidade política nas plataformas.
Segundo a apuração, os perfis responsáveis pelas campanhas não apresentam identificação clara de seus administradores ou financiadores, apesar do alto volume de recursos utilizados para ampliar o alcance das publicações. Os anúncios permaneceram ativos ao longo de vários meses e alcançaram milhões de usuários.
O caso chama atenção porque o uso de páginas fantasmas dificulta a identificação de quem está por trás das campanhas patrocinadas, mesmo com os mecanismos de transparência oferecidos pela Meta.
A situação reacende o debate sobre a necessidade de regras mais rígidas para a publicidade política nas redes sociais. Especialistas defendem o fortalecimento da fiscalização e da transparência em anúncios de conteúdo político, permitindo que o público saiba quem financia campanhas patrocinadas e reduzindo o espaço para perfis de origem pouco transparente.
Leia mais: Boletim médico aponta picos de pressão em Bolsonaro




