O senador Jaques Wagner (PT-BA) confirmou que deixará o cargo de líder do governo no Senado Federal. O parlamentar baiano, que ocupava o posto desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2023, cedeu à pressão interna de alas do Palácio do Planalto e de aliados políticos após se tornar alvo da Polícia Federal.
A decisão foi consolidada após a deflagração da Operação Compliance Zero, realizada na última semana. A investigação apura indícios de vantagens econômicas e relações suspeitas envolvendo o caso do Banco Master. Wagner nega todas as acusações e afirma que provará sua inocência, mas optou pelo afastamento da função de liderança para se concentrar exclusivamente em sua defesa jurídica e evitar a contaminação da agenda do Executivo.
Contenção de danos e sucessão no Congresso
A permanência do senador na liderança vinha sendo apontada por articuladores políticos como um ponto de desgaste desnecessário para o governo, especialmente diante do calendário legislativo carregado antes do recesso e das articulações para as próximas disputas eleitorais. A avaliação no núcleo duro do Planalto mudou nos últimos dias, migrando do apoio público inicial para a conclusão de que o afastamento seria o melhor caminho para conter danos à imagem da gestão federal.
Com a saída confirmada, o governo agora abre caminho para definir quem assumirá o comando da articulação governista na Casa. Entre os nomes que ganham força nos bastidores para a sucessão estão o do primeiro vice-líder, Rogério Carvalho (PT-SE), e o da senadora Teresa Leitão (PT-PE), enquanto o Palácio do Planalto busca reconfigurar sua base para manter a estabilidade nas votações do Senado.




