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Toffoli soma 25 pedidos de impeachment no Senado, três relacionados ao caso Master

Os pedidos relacionados ao Banco Master foram apresentados em 26 de janeiro, 3 de fevereiro e 6 de fevereiro de 2026

O ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF) acumula 25 pedidos de impeachment protocolados no Senado Federal, sendo três deles relacionados ao caso Banco Master. O levantamento não inclui a nova solicitação apresentada pelo Partido Novo na quinta-feira (12/2). As informações são do Metrópoles.

Toffoli decidiu deixar a relatoria do processo que envolve o Banco Master após a Polícia Federal encontrar menções ao seu nome no celular de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira. A decisão ocorreu depois de reunião com os demais ministros em exercício no STF, sendo o ministro André Mendonça designado como novo relator.

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Os três pedidos de impeachment relacionados ao Banco Master foram apresentados recentemente: em 26 de janeiro, 3 de fevereiro e 6 de fevereiro de 2026. Todos aguardam análise do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A instituição financeira está sob investigação da Polícia Federal por suspeita de fraude estimada em R$ 12 bilhões em Certificados de Depósito Bancário (CDBs). A conexão entre Toffoli e o banco envolve a empresa Maridt Participações, da qual o ministro é sócio. Administrada por irmãos de Toffoli, a empresa realizou negociações com um fundo gerido pela Reag, entidade vinculada ao Banco Master.

Leia mais: André Mendonça assume relatoria do caso Master no STF após saída de Toffoli

Além disso, existem quatro representações de 2025 ainda pendentes de análise inicial. Dois desses pedidos foram apresentados em 12 de agosto de 2025, sendo que um deles menciona a decisão de Toffoli que suspendeu, em dezembro de 2023, o pagamento de multa de R$ 10,3 bilhões aplicada à J&F, do grupo JBS, em acordo de leniência da Lava Jato.

Um dos pedidos protocolados em agosto de 2025 não se limita a Toffoli, citando nominalmente outros integrantes da Corte, como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Luiz Fux, Edson Fachin, André Mendonça, Nunes Marques, Cristiano Zanin e Luís Roberto Barroso, este último atualmente aposentado.

Os 16 pedidos mais antigos, apresentados entre abril de 2015 e dezembro de 2019, foram todos rejeitados na fase inicial. Há também dois requerimentos de 2021, protocolados em maio e junho, que chegaram a tramitar pela Advocacia-Geral do Senado.

Entre os autores de pedidos anteriores está a vereadora Janaina Paschoal (PP-SP), que apresentou um requerimento em 2019. Ela também assinou a petição de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff, protocolada em 2015 e aprovada no ano seguinte.

O impeachment de ministros do STF está previsto em lei desde 1950, mas nunca foi efetivado no Brasil. O procedimento segue protocolo semelhante ao aplicado para presidentes da República, com a diferença que, para ministros do Supremo, cabe ao presidente do Senado aceitar a denúncia.

Qualquer cidadão brasileiro pode protocolar pedido de destituição de ministro do STF. Em dezembro passado, o ministro Gilmar Mendes chegou a emitir decisão limitando essa prerrogativa apenas à Procuradoria-Geral da República (PGR), mas recuou após críticas.

Em resposta às acusações, o STF divulgou nota afirmando não haver fundamento para arguição de suspeição contra Toffoli. Apesar disso, o ministro optou por deixar a relatoria do processo relacionado ao Banco Master.

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