Levantamento da Genial/Quaest aponta que 56% dos eleitores brasileiros afirmam ter escolhido o candidato à Presidência da República. A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (17/03). Os dados revelam que 43% do eleitorado ainda avaliam trocar de opção até as eleições de 2026.
O estudo entrevistou 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
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Firmeza do voto varia conforme o candidato
No eleitorado que pretende votar em Lula (PT), 67% declaram que não vão alterar a decisão. Outros 31% desse grupo admitem possibilidade de mudança.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 63% afirmam que a escolha é definitiva. Outros 36% consideram votar em outro candidato.
Os números mudam entre quem aponta Ratinho Jr (PSD) como preferência. Nesse grupo, 41% dizem ter batido o martelo. A maioria, 56%, cogita mudança.
No eleitorado que menciona Romeu Zema (Novo), apenas 33% afirmam decisão tomada. A parcela que pode trocar de candidato chega a 67%.
Entre os eleitores inclinados a votar em branco, nulo ou a não comparecer às urnas, 39% dizem que a decisão é irreversível. Outros 60% reconhecem que podem alterar essa posição.
Mulheres e jovens lideram grupo que pode mudar
O perfil dos eleitores mais propensos a trocar de candidato apresenta características específicas. As mulheres aparecem com 49% de abertura para mudança. Jovens entre 16 e 34 anos registram 52% de possibilidade de alteração.
Eleitores com ensino superior marcam 48% de propensão à troca. Moradores da região Sudeste também apresentam 48% nesse indicador.
Homens e nordestinos têm voto mais consolidado
Os homens lideram o grupo com escolha definida. Desse público, 62% afirmam que não vão mudar de candidato. Habitantes da região Nordeste registram 64% de firmeza na decisão.
Nas faixas etárias de 36 a 59 anos e de 60 anos ou mais, 59% declaram voto consolidado. Entre os eleitores com apenas ensino fundamental, 57% não cogitam outro candidato.
Renda influencia consolidação da escolha
O levantamento mostra diferenças por faixa de renda. Entre quem ganha até dois salários mínimos, 60% sustentam que a escolha é definitiva. Acima de cinco salários mínimos, esse percentual cai para 57%.
Na faixa intermediária, de dois a cinco salários mínimos, 51% afirmam ter decidido o voto. Esse grupo representa a parcela mais suscetível a mudar, com 47% de abertura para alteração.




