A Polícia Federal recusou a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão foi tomada após a defesa do investigado entregar material com informações às autoridades.
Apesar da recusa pela PF, a Procuradoria-Geral da República mantém a possibilidade de analisar a proposta de forma independente. A PGR pode negociar um acordo de delação diretamente com Vorcaro, sem depender da posição da Polícia Federal.
Na terça-feira (19/05), Vorcaro foi transferido para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Antes disso, o banqueiro ocupava uma sala tipo Estado-maior — o mesmo espaço onde o ex-presidente Jair Bolsonaro ficou preso.
A mudança de local ocorreu após a rejeição da proposta de delação pela PF. Vorcaro havia sido transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da PF em 19 de março.
Segundo o advogado José Luís Oliveira Lima, a defesa procurou a Polícia Federal no dia anterior à transferência para informar o interesse em firmar um acordo de delação premiada. O objetivo era colaborar com as investigações em troca de benefícios legais.
No início deste mês, a defesa finalizou os anexos da proposta e entregou o material em dispositivo digital às autoridades. Vorcaro também assinou um termo de confidencialidade com a PGR e a PF.
Com a recusa da PF, a negociação depende agora da análise da Procuradoria-Geral da República. A PGR tem autonomia para aceitar ou rejeitar propostas de delação, independentemente da posição da Polícia Federal. Na prática, isso significa que Vorcaro ainda pode conseguir um acordo de colaboração premiada, mesmo sem o aval da PF. A decisão final sobre os termos e benefícios do acordo cabe à Procuradoria.
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