Pré-candidato do PSDB ao governo do Ceará, Ciro Gomes afirmou que pode apoiar uma candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) ou de Renan Santos (Missão) à Presidência da República em 2026. A declaração foi dada no sábado (18/07), durante entrevista ao portal News Cariri, na Expocrato, no interior cearense.
Ao comentar o cenário nacional, Ciro disse que ainda discute o tema com o ex-senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), após a desistência de Aécio Neves da corrida ao Palácio do Planalto.
“Eu me dou muito com o Ronaldo Caiado, votaria nele sem nenhuma dificuldade. Estou acompanhando essa novidade que apareceu, que é o Renan Santos. Me parece uma pessoa que, a despeito de jovem, está falando coisas muito verdadeiras, embora aqui e ali tenha exageros. É uma possibilidade”, afirmou.
Apesar de ter se tornado o centro de uma crise interna no PL, Ciro não mencionou o senador Flávio Bolsonaro ao falar sobre um eventual apoio presidencial. Flávio foi um dos principais articuladores da aproximação entre o PL cearense e o ex-ministro, movimento que provocou um racha com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Michelle se posicionou contra a aliança por considerar incompatível o apoio a um adversário histórico da família Bolsonaro. Ela defende a pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao governo do Ceará. O impasse levou a uma troca pública de críticas entre Michelle e Flávio e aprofundou as divergências dentro do partido.
Na entrevista, Ciro afirmou que sua prioridade é a disputa pelo governo do Ceará e minimizou as diferenças políticas entre integrantes de seu grupo.
“Hoje, nosso senador Alcides Fernandes vota no Bolsonaro, no Flávio Bolsonaro. O Mauro Benevides, que coordena meu projeto de governo, é vice-líder do governo Lula na Câmara, vota no Lula. E está tudo certo.”
A declaração reforça a estratégia do tucano de manter uma frente ampla de apoios no estado, reunindo aliados de diferentes espectros políticos. O acordo entre Ciro e parte do PL cearense foi apresentado por seus defensores como uma aliança eleitoral para enfrentar o PT no estado, mas segue enfrentando resistência da ala ligada a Michelle Bolsonaro e a Eduardo Girão.




